Mesmo com os dados positivos, ainda faltam medidas eficazes para conscientizar a população e, assim, conseguir uma educação melhor das pessoas. Na opinião do vice-presidente da Associação de Moradores de Copacabana, Toni Teixeira, o Lixo Zero já começa a se caracterizar como um “factoide”.
Para Teixeira, além de fiscalização, é preciso aumentar a quantidade de lixeiras. Segundo ele, em Copacabana elas estão sempre lotadas e não há número suficiente. “Ainda mais por se tratar de um dos bairros com maior número de pessoas por metro quadrado do Rio”, ressalta. Atualmente, em toda cidade a média é de uma cesta de lixo para 170 habitantes.
A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, concorda com Teixeira em relação à falta de educação da população. Segundo ela, se as pessoas não se conscientizarem, mais garis não sanaria o problema. “Se a sociedade não tiver consciência de que pode levar o lixo pequeno, como papeis de nota fiscal, para casa, os garis não vão dar conta nunca, nem se tivesse um para atuar em cada duas quadras”, opina.
Por conta da falta de educação, Evelyn acredita que o programa Lixo Zero deveria ter ações visando a mudança de hábito e de como a sociedade deve lidar com determinado tipo de lixo. “Nem todo mundo lê jornal e tem acesso à informação, então acho que faltou essa conscientização. De qualquer forma, é muito pouco gari e a Comlurb poderia ter um equipamento urbano de boa apresentação em algumas quadras para colocar os lixos maiores”, opina.
Evelyn cita ainda que os próprios moradores poderiam fiscalizar a sua área de moradia para, gradativamente, a consciência ser maior. Segundo ela, essa fiscalização dos moradores poderia até ser agregada ao Lixo Zero, “mas essas medidas são coisas que vão surgindo de acordo com a experiência do projeto implantado”.
Procurada pela reportagem, a Comlurb afirma que “a disposição das papeleiras (lixeiras) pela cidade respeita estudos realizados por técnicos da Comlurb e elas ficam concentradas em locais com maior fluxo de pedestres, pontos de ônibus, táxi, centros comerciais, ruas movimentadas etc. Nos bairros residenciais, a colocação segue outro padrão, de acordo com o planejamento adequado para cada área”.
A Comlurb diz ainda que “está sendo providenciada nova licitação para compra de mais sete mil papeleiras de forma a atender satisfatoriamente toda a cidade”. De acordo com a empresa, “mais importante que aumentar a quantidade de lixeiras é a mudança de comportamento”.
A empresa afirma também que “está estudando outros modelos de papeleiras com a abertura maior, porém sua capacidade é limitada a capacidade física do gari durante a manipulação para seu esvaziamento e higienização”. As lixeiras chamadas de papeleiras tem capacidade para 50 litros.
Fonte:Jornal do BrasilCaio Lima *


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