quarta-feira, 22 de março de 2017

Contas do Rio são bloqueadas pela União por não pagamento de dívidas

Segundo o governador, cerca de R$ 90 milhões foram confiscados dos cofres fluminenses; medida atrasa ainda mais o pagamento do funcionalismo

Rio - O Estado do Rio esperava o bloqueio das contas pela União a qualquer momento devido ao não pagamento de dívidas cujo governo federal é garantidor, no valor total de R$ 1,36 bilhão. E, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, cerca de R$ 90 milhões foram confiscados dos cofres fluminenses na noite desta quarta-feira.
"Bloquearam (as contas estaduais) hoje", limitou-se a dizer Pezão, que está em Brasília articulando com a Câmara dos Deputados pela aprovação do projeto de lei complementar da Recuperação Fiscal.
O bloqueio ocorreu em um momento que nem mesmo o calendário de pagamento dos servidores do Executivo foi definido. E a medida acaba atrasando ainda mais o crédito do funcionalismo.
Recuperação Fiscal
A proposta de Recuperação Fiscal suspende em três anos o pagamento de dívidas dos estados em falência, o que evitaria os bloqueios. Mas, em contrapartida, os governos que aderirem ao regime terão que implementar medidas austeras e que afetam sobretudo o funcionalismo. O aumento da contribuição previdenciária para 14% e congelamento de gastos são as ações previstas no texto mais atacadas pelos servidores.
Fonte: O Dia / PALOMA SAVEDRA

domingo, 19 de março de 2017

Temer leva embaixadores à churrascaria que serve carne importada



A churrascaria Steak Bull, escolhida pelo presidente Michel Temer para demonstrar apoio à carne brasileira, informa aos clientes que não vende carne nacional. 
Um atendente disse à Coluna que a churrascaria “só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio”. “Pode vir tranquilo que a gente mostra a câmara fria e o açougue”, garante o funcionário da Steak Bull.
O Planalto afirmou, por meio de assessores, que a escolha do lugar se deu por meio do cerimonial. (Andreza Matais e Naira Trindade)
Fonte: Coluna do EstdãoAndreza Matais e Marcelo de Moraes

sábado, 18 de março de 2017

Banco Central bloqueia R$ 2 milhões de 46 investigados na Carne Fraca

Contas tinham valores diversos, que iam de centavos a até mais de R$ 500 mil


Operação desarticulou uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários | Foto: Alina Souza
O Banco Central bloqueou cerca de R$ 2 milhões de contas de 46 investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada ontem pela Polícia Federal. A Justiça Federal determinou que o Banco Central fizesse o bloqueio de até R$ 1 bilhão de cada uma das contas.
As contas bloqueadas tinham valores diversos, que iam de centavos a até mais de R$ 500 mil. O valor de bloqueio de R$ 1 bilhão era o teto estipulado pela Justiça, não significando a identificação desse valor durante as investigações.
A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários que emitiam certificados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Ao todo, cerca de 30 empresas fornecedoras de grandes frigoríficos estão sendo investigadas. Além disso, 33 fiscais federais também estão sob investigação.
Ainda segundo a PF, os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.



Governo
Mais cedo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu o sistema de inspeção agropecuária brasileiro e disse que a fiscalização é “forte, robusta e séria”. Segundo ele, o ministério está tomando todas as providências sobre as denúncias levantadas pela operação, mas não há motivos para a população ter receio de consumir carne.
“O que aconteceu foi desvio de alguns servidores, de algumas empresas, nós temos que discutir como foi que isso aconteceu. Mas eu posso garantir com toda tranquilidade: eu não deixarei de consumir e recomendo que você também não deixe porque não há risco nenhum”, afirmou.
Fonte: Correio do Povo Porto Alegre

Pagamento de propina é prática antiga do setor de carne, dizem executivos

                                     
 Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress
Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura no PR, preso na Operação Carne Fraca, deixa IML após exames


Turbinado com empréstimos oficiais, o crescimento dos frigoríficos brasileiros não acabou com uma prática ilegal antiga no setor: o pagamento de propina para os fiscais da defesa agropecuária.
Executivos do setor disseram à Folha que a situação passou a causar incômodo na cúpula das maiores empresas quando começaram a crescer e que seus dirigentes tentaram coibir essas práticas.
Mas o esforço que os dirigentes de empresas como a JBS e a BRF teriam feito para eliminá-las não deu resultado e com o tempo foi deixado de lado, disseram os executivos.
Em notas divulgadas nesta sexta (17), as duas empresas negaram ter cometido irregularidades como as apontadas pela Polícia Federal.
OPERAÇÃO CARNE FRACA
PF deflagra ação em grandes frigoríficos
Segundo os executivos ouvidos pela Folha, as grandes empresas sempre procuraram manter bom relacionamento com os fiscais, em troca de favorecimento na liberação de suas cargas em detrimento dos concorrentes.
Geralmente um fiscal é encarregado de vistoriar quatro ou cinco unidades diferentes em uma região agrícola. Hoje existem aproximadamente 2.300 fiscais.
Formada pela união de Sadia e Perdigão, a BRF decidiu adotar "tolerância zero" com o pagamento de propina a partir de 2010, enquanto enfrentava um delicado processo de aprovação da fusão pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Pessoas próximas à companhia relatam que ela chegou a sofrer retaliações dos fiscais agropecuários, que deixaram de liberar suas cargas à noite ou em fins de semana.
A JBS decidiu tomar medidas sobre o assunto a partir de 2014. Executivos disseram à Folha que o presidente da empresa, Wesley Batista, convocou à época uma reunião de diretoria para avisar que a prática não seria mais aceita.
A companhia queria melhorar sua imagem, que estava desgastada por causa das críticas aos empréstimos concedidos pelo BNDES.
Com o crescimento e o investimento de milhões de reais em marcas, as empresas perceberam o dano que práticas ilegais poderiam provocar no mercado doméstico e no exterior. Nesta sexta-feira, as ações da JBS caíram 10,6%, e as da BRF, 7,3%.
Com o tempo, no entanto, os controles foram sendo afrouxados. Pressionados por metas de produção e exportação, os funcionários das unidades de abate no interior do país acabavam encontrando outras maneiras de se entender com os fiscais, dizem os executivos.
SISTEMA DE DEFESA
Criado há 40 anos, o sistema brasileiro de defesa agropecuária é coordenado pelo Ministério da Agricultura. Mas, a partir da Constituição de 1988, a União perdeu exclusividade sobre o tema e, a partir daí, surgiram agências estaduais.
O ministério também possui superintendências estaduais, cujo comando é usualmente preenchido por indicação de políticos da região. No Paraná, o servidor Daniel Gonçalves Filho ocupou o cargo por décadas e comandava a cobrança de propina, segundo a PF. A Folha não conseguiu entrar em contato com advogado de Gonçalves até a conclusão desta edição.
Fonte: RAQUEL LANDIM FOLHA DE SÃO PAULO


PF prende ao menos 20 funcionários públicos envolvidos na 'Carne Fraca'

Foram expedidos 38 mandados de prisão, 34 contra agentes públicos. 
Esquema era chefiado por funcionários do Ministério da Agricultura, diz PF.



Ao menos 20 funcionários públicos foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (17) suspeitos de envolvimento na Operação Carne Fraca, que investiga a venda ilegal de carnes. Foram emitidos 38 mandados de prisão - 34 contra funcionários públicos. A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Também foram presos funcionários de grandes grupos frigoríficos, como o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF Brasil, Roney Nogueira dos Santos, detido ao chegar ao Brasil neste sábado (18); o diretor da BRF André Luiz Baldissera; e o funcionário da Seara, empresa da JBS, Flávio Evers Cassou. Segundo o Jornal Hoje, o dono do frigorífico Larissa, Paulo Rogério Sposito, também foi preso.
A operação foi deflagrada no início da manhã desta sexta, mas até as 15h a PF ainda não havia detalhado quem e quantos são os presos. As autoridades também não detalharam quais empresas cometeram as irregularidades citadas.
Além dos 38 mandados de prisão - 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária - foram emitidos 77 mandados de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Foram investigadas grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas. Também há envolvimento, segundo a PF, de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo. O G1 tenta contato com as empresas citadas.
Veja as empresas que são alvo de busca e apreensão na operação Carne Fraca:
- Big Frango Indústria e Com. de Alimentos Ltda. 
- BRF - Brasil Foods S.A.
- Dagranja Agroindustrial Ltda./Dagranja S/A Agroindustrial
- E.H. Constantino
- Frango a Gosto
- Frigobeto Frigoríficos e Comércio de Alimentos Ltda.
- Frigomax - Frigorífico e Comércio de Carnes Ltda. 
- Frigorífico 3D
-Frigorífico Argus Ltda. 
- Frigorífico Larissa Ltda.
- Frigorífico Oregon S.A.
- Frigorífico Rainha da Paz
- Frigorífico Souza Ramos Ltda.
- JBS S/A
- Mastercarnes
- Novilho Nobre Indústria e Comércio de Carnes Ltda. 
- Peccin Agroindustrial Ltda./Italli Alimentos
- Primor Beef - JJZ Alimentos S.A.
- Seara Alimentos Ltda.
- Unifrangos Agroindustrial S.A./Companhia Internacional de Logística
- Breyer e Cia Ltda.
- Fábrica de Farinha de Carne Castro Ltda. EPP
Segundo a PF, os frigoríficos investigados usavam produtos químicos para “maquiar” carne vencida, injetavam água para aumentar o peso dos produtos e, em alguns casos, foi constatada ainda falta de proteína na carne. A PF, no entanto, não detalhou ainda em quais empresas foram encontradas as irregularidades.
Operação Carne Fraca foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (17). (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Em nota, a JBS admitiu que três de suas fábricas foram alvo da operação, mas repudiou a adulteração de produtos e afirmou que a empresa e suas subsidiárias "atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas", diz a nota. (veja íntegra no fim da reportagem)
Em nota enviada ao mercado, a BRF informou que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. "A companhia reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua".
A Central de Carnes Paranaense, dona das marcas Master Carnes, Souza Ramos e Novilho Nobre, esclareceu em nota que recebeu a visita dos policiais, mas que nenhum de seus funcionários foi detido. A empresa disse que está colaborando com as investigações, que classifica como "de suma importância para uma concorrência leal do mercado" e que está comprometida "com a verdade e com a ética".
Em nota, o Grupo Argus declarou que obedece rigorosamente às observações sanitárias e de qualidade determinadas, sem solicitar quaisquer favorecimentos ao Sistema de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura em detrimento da qualidade de seus produtos, e se solidariza com a ação que deve trazer benefícios significativos ao setor. No âmbito da operação, todo o corpo diretor e administrativo do grupo está inteiramente à disposição das autoridades policiais.
A E. H. Constantino informou que está colaborando com as investigações e, questionada, declarou não ter ligação alguma com os grupos JBS e BRF.
A Primor Beef informou que o dono está viajando e ninguém da empresa tem autorização para comentar sobre o assunto.
Ministério da Agricultura
Em dois anos de investigação, detectou-se que funcionários de superintendências regionais de Paraná, Minas Gerais e Goiás recebiam propina para facilitar a produção dos alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.
Em sua decisão, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, diz que o envolvimento do Ministério da Agricultura é "estarrecedor". "[O ministério] foi tomado de assalto – em ambos os sentidos da palavra – por um grupo de indivíduos que traem reiteradamente a obrigação de efetivamente servir à coletividade", afirmou.
Gravações telefônicas obtidas pela Polícia Federal apontam que vários frigoríficos do país vendiam carne vencida tanto no Brasil quanto no exterior.
Partidos e políticos citados
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, é citado na investigação. Em conversa grampeada quando ele ainda era deputado federal, Serraglio chama o ex-superintendente regional no Paraná do Ministério da Agricultura, Daniel Gonçalves Filho, de “grande chefe”.
Segundo a PF, a investigação apontou que parte da propina recebida pelas superintendências ia para o PMDB e o PP. O PMDB informou que desconhece o teor da investigação, e o PP ainda não se manifestou.
Veja a íntegra das notas das empresas:
- JBS
Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação.
A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura.
A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas.
A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos. 
A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização -  e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.
- BRF
BRF S.A. (“BRF” ou “Companhia”), nos termos da Instrução CVM n°358, de 3 de janeiro de 2002, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em relação à operação da Polícia Federal realizada na manhã desta sexta-feira, está colaborando com as autoridades para esclarecimento dos fatos. A companhia reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua.
- Central de Carnes Paranaense
Em atenção à imprensa e à sociedade, em virtude de notícias veiculadas nesta sexta-feira (17), a empresa Central de Carnes Paranaense Ltda., dona das marcas Master Carnes, Novilho Nobre e Souza Ramos, esclarece que recebeu a visita dos policiais federais nesta manhã, e que colaborou no que foi possível e continuará colaborando.
Nenhum de nossos diretores e/ou funcionários está detido. É importante que se desvincule a ideia de que todas as empresas investigadas pela polícia de fato adulterem e/ou burlem a lei, e sim fazem parte da investigação, pois necessitam dos serviços do MAPA, isto é, uma vez que todas as nossas empresas têm certificação do ministério, é necessário que sejamos auditados e fiscalizados pelo órgão.
Comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou nossa linha de procedimento, informamos que os produtos fornecidos por nossas empresas seguem a risca as exigências de qualidade. Outro ponto que fazemos questão de destacar é, que acreditamos que esta investigação é de suma importância para uma concorrência leal no mercado, onde quem ganha é o consumidor.
enham a certeza de que a credibilidade de nossa empresa não ficará manchada, pois a nossa filosofia de trabalho sempre foi pautada na verdade e na ética.
Fonte: Alana Fonseca Do G1 PR, com informações da RPC Curitiba

Lasanha de cavalo, ovo falso e outros casos de fraude alimentícia

Não é só a carne. Outros alimentos também podem conter segredos desagradáveis - e já estiveram envolvidos em casos de falsificação. Conheça alguns deles:

                                                   Ovos (jarabee123/Thinkstock)

1 O ovo que não é ovo
Os falsificadores chineses se superaram em 2013, quando aprenderam a falsificar um dos alimentos mais simples e baratos que existem: o ovo. O caso ganhou o mundo em 2012, quando uma moradora da cidade de Luoyang, na província de Henan, viu uma van vendendo ovos a um preço muito barato. Aproveitando o desconto, ela comprou 2 quilos de ovo. Tudo falso. Na verdade, era uma mistura de produtos químicos (alginato de sódio, resina, amido, coagulante e pigmentos), com aromatizante artificial. A casca do ovo era feita com uma mistura de parafina derretida e gesso. Visualmente, fica perfeito – e os falsários vendiam 40% mais barato que os ovos tradicionais. Mas, se ingerido, pode ser altamente tóxico (chegando a causar danos neurológicos).

 2 Chorando pelo leite adulterado
                                           Jarra e copos de leite (Alex Silva / Saúde/Saúde)

O primeiro caso foi registrado na década de 1850, quando os produtores de Nova York começaram a misturar ovos, farinha e açúcar ao leite para disfarçar que ele estava estragado (ou, pior ainda, continha pus, proveniente de doenças nas vacas). Estima-se que mais de 8 mil crianças tenham morrido, em 1857, por causa desse leite adulterado. Hoje em dia, o problema se concentra na Índia, que é a maior produtora mundial de leite. Numa inspeção feita em Nova Déli, em 2012, a polícia encontrou centenas de galões de leite falsificado: uma mistura de água, ureia, soda cáustica, óleo de cozinha, detergente e um pouquinho de leite em pó. Para fazer um litro do leite falso, os produtores gastam 5 rúpias (cerca de R$ 0,25). Depois, vendem o produto por 30 rúpias (R$ 1,50), cerca de 25% mais barato que o leite normal.

Jamón hecho en China


Em 2008, uma comitiva de empresários chineses visitou a Espanha para conhecer a produção do jamón serrano, um presunto curado que está entre os principais produtos culinários da Espanha. Diziam que queriam importar o jamón, mas não assinaram nada – e, alguns meses depois, lançaram uma versão made in china do embutido. Copiaram o processo de produção, só que usando carne de porco comum, curada por 1/3 do tempo, e colocaram no mercado europeu como se fosse jamón. Também há casos de falsificação do presunto pata negra, outra especialidade espanhola, que chega a custar R$ 800 o quilo. Os falsários chineses pegam uma pata de porco comum, pintam as unhas de preto, e vendem como se fosse de verdade – com direito a um falso selo de autenticidade.  

4 Lasanha de cavalo


Em 2013, autoridades inglesas descobriram carne de cavalo em produtos que supostamente eram feitos com carne bovina. Os hambúrgueres vendidos na rede de supermercados Tesco, uma das maiores do país, tinham 29% de carne de cavalo. Também havia DNA equino na lasanha congelada – e um espaguete à bolonhesa congelado, da marca francesa Comigel, tinha 100% de carne de cavalo no molho. Após uma extensa investigação, descobriu-se que o esquema teve origem no próprio Reino Unido: cavalos, muitos deles doentes e vítimas de maus tratos, eram levados da Irlanda para a Escócia e para a Inglaterra, abatidos e depois tinham suas carcaças enviadas para a Holanda, onde a carne era procesasada e distribuída para as fábricas.

Fonte: Exame Por Rafael Tonon e Bruno Garattoni, da Superinteressante

Cientistas descobrem efeito perigoso do diclofenaco e ibuprofeno

Pesquisa sugere que alguns tipos de anti-inflamatórios não-esteroides aumentam o risco de parada cardíaca

                                                             (Scharvik/Thinkstock)
                                         
São Paulo – Uma nova pesquisa publicada recentemente pela revista científica European Heart Journal e comandada pelo Hospital Universitário Gentofte, de Copenhague, sugere que o uso de alguns tipos de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) pode ser prejudicial ao coração.
De acordo com o estudo, anti-inflamatórios como diclofenaco, naproxeno, ibuprofeno, rofecoxib (retirado de circulação desde 2004), celecoxib e outros estão associados ao aumento do risco de parada cardíaca.
Para chegar a essa conclusão, entre os anos de 2001 e 2010, pesquisadores analisaram as paradas cardíacas registradas na Dinamarca fora dos hospitais, das 28.947 pessoas que sofreram uma parada cardíaca, 3.376 utilizaram algum tipo de anti-inflamatório 30 dias do problema acontecer, ou seja, quase 12% delas.
Entre as pessoas que utilizaram algum tipo de AINEs antes de sofrer a parada cardíaca, 51% delas consumiram ibuprofeno e 21,8% fizeram uso do dicoflenaco – os dois anti-infamatórios não-esteroides mais consumidos na Dinamarca.
Ainda segundo o estudo, o aumento do risco de parada cardíaca com o uso do ibuprofeno é de mais de 30%. Já o uso do diclofenaco pode aumentar a incidência do problema em 50%.
Entre os anti-inflamatórios não-esteroides, o naproxeno se mostrou o menos prejudicial. O estudo afirmou também que os AINEs estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo. Entre a população adulta dinamarquesa, 50% das pessoas já utilizaram algum tipo de anti-inflamatório não-esteroide no país.
No Brasil, a situação não é muito diferente e o uso indiscriminado de anti-inflamatório sem receita é recorrente. De acordo com o livro Tarja Preta – Os segredos que os médicos não contam sobre os remédios que você toma, de Marcia Kedouk, um dos 10 medicamentos mais vendidos é composto por diclofenaco.
Fonte: Exame Por Daniela Barbosa