por Douglas Corrêa
da Agência BrasilA Polícia Militar (PM) prendeu 31 pessoas no protesto no início da noite de ontem (10) no centro da capital fluminense contra o reajuste nas passagens dos ônibus urbanos, organizado nas redes sociais. No trajeto, os manifestantes carregavam uma faixa com os dizeres: "Desculpe o trânsito. Estamos lutando pelos seus direitos".
A manifestação ocorria normalmente até a avenida Presidente Antônio Carlos, esquina com a rua Primeiro de Março, no centro da cidade. Em frente ao Tribunal de Justiça, homens da Tropa de Choque da PM jogaram gás de pimenta e bombas de efeito moral contra as pessoas que participavam do ato.
O protesto terminou pouco depois das 19h, mas homens da Tropa de Choque ficaram posicionados até duas horas depois, em todos os cruzamentos ao longo da Presidente Vargas, para evitar novos protestos.
Todos os detidos foram levados para a 5ª Delegacia Policial, na Avenida Mem de Sá. André Barros, representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, que estava deixando o fórum na hora da manifestação, foi até a delegacia protestar pela forma violenta como a polícia agiu.
"A polícia de forma muito truculenta atacou os manifestantes com bomba de gás lacrimogênio, balas de borracha e aquelas pessoas se dispersaram, perderam o controle e o centro da cidade se transformou em uma praça de lutas. Agora, o que me deixou estarrecido é a polícia ter feito isso em frente ao fórum e atacou pessoas que não estavam na manifestação".
Barros disse que a ação correta da Polícia Militar deveria ser acompanhar o movimento social para proteger as pessoas e é o que está previsto na Constituição Federal que diz "que todos podem reunir-se pacificamente sem armas em locais abertos ao público, independentemente de autorização".
Apenas um dos detidos permanecerá na delegacia, acusado de dano ao patrimônio público. O delegado Antônio Bonfim disse que ele só será liberado mediante pagamento de fiança.
São PauloEm São Paulo, os ativistas do Movimento Passe Livre voltam hoje (11) às ruas, em protesto marcado na região da avenida Paulista. Será a terceira manifestação do grupo desde a semana passada.
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