sábado, 2 de fevereiro de 2013

PSDB nega, mas PMDB contabiliza votos da maioria dos senadores tucanos


Tucanos ganham 1ª secretaria da Mesa Diretora após eleição fácil de Renan Calheiros

Renan Calheiro chega para a eleição para a presidência do Senado
Foto: Ailton de Freitas / O Globo

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BRASÍLIA — Apesar de o PSDB ter anunciado apoio à candidatura de Pedro Taques (PDT-MT) à presidência do Senado, o senador tucano Flexa Ribeiro (PA) foi eleito nesta sexta-feira, por acordo e com facilidade, para a 1ª Secretaria da Mesa Diretora. O grupo de Renan Calheiros (PMDB-AL) chegou a ameaçar tirar a vaga do PSDB, mas após contabilidade dos votos secretos dos 78 senadores, peemedebistas afirmavam, nos bastidores, que a ameaça não foi cumprida porque a maior parte da bancada de 11 senadores do PSDB teria votado em Renan.
A aposta era que seis ou sete tucanos votaram em Renan, o que foi negado pelo PSDB. O líder tucano, Álvaro Dias (PR), negou que tenha havido acordo de olho no cargo, que funciona como uma prefeitura do Senado e movimenta milhões em contratos de administração:
— Por mim a gente abria mão desse cargo.


Assim como Renan, o novo 1º secretário do Senado também está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR). A investigação é sobre contratos assinados nos anos de 2000 e 2001 entre a empresa Engeplan Engenharia e Planejamento, do qual Flexa Ribeiro foi sócio declarado até 22 de dezembro de 2004, e o governo do Pará, administrado, à época, pelo PSDB.
Em 9 de fevereiro de 2011, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu pedido da PGR para que o governo do Pará encaminhe cópias dos comprovantes de pagamentos, notas de empenho e notas fiscais referentes a contratos assinados pela ex-empresa de Flexa Ribeiro.
A assessoria do senador informou que a denúncia partiu do PMDB durante eleições de 2002 e que ele já apresentou documentos que comprovariam a inexistência de ilícitos.
Na edição de sexta-feira, o GLOBO informou que desde 2009 o senador paga mensalmente R$ 1.708 a título de aluguel à Engeplan. A assessoria do senador disse que ele não é mais sócio da empresa e que a sala alugada serve como escritório político. Mas, na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral em 2010, o senador informou que tem R$ 7,7 milhões em “crédito decorrente de alienação” da empresa.
Os outros eleitos ontem, por consenso, foram: Jorge Viana (PT-AC) na 1ª vice-presidência; Romero Jucá (PMDB-RR) na 2ª vice-presidência; Ângela Portela (PT-RR) na 2ª secretaria; e João Vicente Claudino (PTB-PI) na 4ª Secretaria.


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Fonte: O Globo

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