Ainda não se sabe as causas das chamas. Ramais Santa Cruz e Deodoro estão interrompidos após problema em composiçãTrem em chamas na Estação Quintino, na Zona NorteFoto: Foto de @cleberaffonso
Rio - Foram reabertas às 9h45 as estações dos ramais Deodoro e Santa Cruz, que tiveram a circulação interrompida por conta da confusão no início da manhã desta terça-feira após uma composição apresentar problemas mecânicos na Estação Engenho de Dentro, na Zona Norte. Pouco depois, um trem foi incendiado na Estação Quintino, motivado por "ação de terceiros", de acordo com a SuperVia. As estações ficaram fechadas cerca de uma hora.
Ainda segundo a concessionária, "não existe nenhum material inflamável nos trens e, por isso, suspeita de que o fogo foi criminoso". Os ramais de Santa Cruz, Deodoro e Japeri seguem com intervalos irregulares. Vinte e quatro estações foram fechadas.
Por conta da ação do Corpo de Bombeiros, a Rua Nerval de Gouvêia está parcialmente interditada, causando retenção na via. O trânsito está congestionado na Rua Goiás. Motoristas podem optar pela Avenida Dom Hélder Câmara. Para fugir da retenção na Rua Nerval de Gouvêa, motoristas devem seguir pelas ruas João Barbalho e Clarimundo de Melo.
O problema aconteceu por volta das 7h56 e alguns passageiros precisaram desembarcar nos trilhos, pois parte da composição ficou fora da plataforma. A circulação ficou interrompida em todas as estações dos ramais Deodoro e Santa Cruz por medidas de segurança. Também há atrasos nos ramais de Deodoro e Japeri.
De acordo com a SuperVia, alguns passageiros não seguiram a orientação de andarem 60 metros até plataforma da estação e permanecem na linha férrea dificultando a retomada da circulação. O Grupamento de Polícia Ferroviária e o batalhão da da PM foram acionados par a área para tomar as providências necessárias. Neste momento, os trens dos ramais Japeri estão circulando pela linha auxiliar e a circulação dos ramais Santa Cruz e Deodoro está acontecendo até a estação Deodoro.
Rotina de problemas
Neste domingo, um problema no sistema de ar condicionado provocou o atraso de um trem do ramal Santa Cruz que seguia para a Central do Brasil. A composição ficou parada durante 20 minutos na Estação Bento Ribeiro.
O trem parou na estação e, cerca de cinco minutos depois, os passageiros foram informados que havia um problema no sistema de ar condicionado, que seria solucionado pelo condutor. Após 15 minutos, defeito foi solucionado e o trem seguiu viagem. As outras viagens não sofreram alterações.
Passageiros ficaram presos nos vagões por 30 minutos e tiveram de andar pela via férrea até as estações. Mesmo assim outros trens continuaram a circular, pondo em risco os usuários que saltaram das composições. Depois de sofrer dentro do vagão parado, a operadora de telemarketing Lúcia da Costa, 31, teve que caminhar cerca de 200 metros sobre os trilhos para chegar à Estação Oswaldo Cruz. “Pego trem todo dia e o serviço é horrível”.
A Supervia informou em nota que uma comissão interna está apurando as causas da queda de mil metros de rede aérea. Disse que, neste trecho, houve inspeção minuciosa antes da Jornada Mundial da Juventude, em julho. Uma das hipóteses levantadas pela SuperVia é a de ter ocorrido ação de terceiros, pois, nos últimos dias, teriam sido registrados tiros disparados na direção da rede aérea, depredação de janelas e furto de cabos elétricos. Na nota, a concessionária reconhece que ainda há muito a fazer “para que os serviços cheguem ao padrão de excelência que tem como meta".
Por conta do caos na SuperVia, os pontos de ônibus ficaram lotados perto da Estação Oswaldo Cruz.
Falha e risco
A SuperVia afirmou ainda que “alguns passageiros, correndo perigo de serem atropelados pelos trens, ameaçando a vida de maquinistas e impedindo a ação de equipes de resgate, ocuparam as linhas e arremessaram pedras e pedaços de madeira em seis trens”.
Mas na mesma nota admite que houve falha: “Uma composição continuou circulando, embora mais lentamente, enquanto havia passageiros na via férrea. Isto, definitivamente, não pode acontecer”.
Ao todo, 11 estações foram afetadas. Os ramais Santa Cruz e Japeri operaram com atrasos de 15 a 20 minutos. O serviço só foi normalizado às 11h5. Os usuários prejudicados ganharam um vale-viagem que poderá ser utilizado em até cinco dias. “Minha filha estava esperando o trem, aqui em Oswaldo Cruz, no meio do tumulto. Fiquei preocupado com o quebra-quebra e vim buscá-la.
O povo ficou revoltado porque ficou um tempão preso no trem sem informação”, contou o vigilante Luiz Cláudio Moraes, 44 anos. Marcos Santos, 36, desistiu da viagem: “Não dão um jeito definitivo nesses trens. Só fazem maquiagem”, completou.
A manhã da última quinta-feira foi de caos sobre os trilhos da SuperVia, com pane elétrica, viagens interrompidas e depredação de seis trens — um deles recém-comprado — por usuários. Segundo a concessionária, um problema com pantógrafos (equipamentos que ficam no topo das locomotivas para captar energia) nas estações de Engenho de Dentro, às 6h15, e em Oswaldo Cruz, às 6h25, parou três composições — duas que partiram de Santa Cruz e uma de Japeri, em direção à Central. A Polícia Militar foi acionada para controlar a revolta popular, mas não houve prisões.
A manhã da última quinta-feira foi de caos sobre os trilhos da SuperVia, com pane elétrica, viagens interrompidas e depredação de seis trens — um deles recém-comprado — por usuários. Segundo a concessionária, um problema com pantógrafos (equipamentos que ficam no topo das locomotivas para captar energia) nas estações de Engenho de Dentro, às 6h15, e em Oswaldo Cruz, às 6h25, parou três composições — duas que partiram de Santa Cruz e uma de Japeri, em direção à Central. A Polícia Militar foi acionada para controlar a revolta popular, mas não houve prisões.
Fonte: O Dia



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