Fonte: Veja
Equipes chegam ameaçadas à rodada final da fase de grupos - e podem entrar na longa lista de equipes brasileiras que sofrem traumas e vexames no torneio
Sete pecados capitais dos brasileiros na Copa Libertadores
01-Avareza
De olho nas premiações e nas receitas das transmissões de TV, os clubes brasileiros que participam da Libertadores não abrem mão de disputar - quase sempre com força máxima - os campeonatos estaduais, que têm interesse cada vez menor para o torcedor. Se dispensassem os estaduais (ou jogassem essas competições só com reservas ou jogadores jovens), poderiam fazer uma pré-temporada melhor - e chegar inteiros à Libertadores.
02-Gula
Além de dificultar a realização de uma pré-temporada adequada, os estaduais também têm influência decisiva - e sempre negativa - nas partes física, técnica e moral das equipes. Como os mata-matas da Libertadores caem justamente nas mesmas datas da reta final dos torneios locais, os times dividem suas atenções. Quem chega às decisões dos estaduais se desgasta demais. E quem perde na fase decisiva desses campeonatos fica pressionado e sem confiança.
03-Preguiça
Um dos chavões clássicos dos técnicos que comandam equipes brasileiras na Libertadores sentencia: "Somos melhores tecnicamente. Se empatarmos na raça e na disposição com nossos adversários, ganhamos todas". De fato, falta empatar na raça e na disposição. Entre os vexames recentes das equipes do país no torneio, muitos deles podem ser creditados diretamente ao espírito de superação dos adversários, principalmente os argentinos.
04-Ira
No quesito garra, os brasileiros na Libertadores parecem ser oito ou oitenta. Quando finalmente decidem mostrar a mesma disposição e fibra que os adversários, acabam exagerando na dose e distribuindo botinadas - só que sem ter a mesma malandragem que os inimigos. Também caem nas provocações dos rivais, apesar de todos adotarem o mesmo discurso de que "é preciso ter cabeça fria para aguentar a catimba deles".
05-Inveja
A conquista da Libertadores por um rival local costuma ser uma grande dor de cabeça aos clubes brasileiros, que acabam entrando nas edições seguintes sob uma pressão excessiva - e sucumbindo ao próprio nervosismo. Exemplo clássico: em 2006, um ano depois que o São Paulo foi campeão, o Corinthians perdeu a cabeça - e a chance de erguer a taça - num jogo contra o River Plate. A partida terminou em quebra-quebra no Pacaembu.
06-Soberba
Apesar do recente sucesso de várias equipes de pouca tradição no torneio (como Once Caldas e LDU), os brasileiros continuam entrando de salto alto em alguns confrontos com equipes pequenas e médias do continente. Só na edição deste ano, foram três eliminações para times de curta história na Libertadores: o Tolima tirou o Corinthians, o Libertad despachou o Fluminensee
O Universidad Católica eliminou o Grêmio.
Orgulho
Por causa da soberba com que encaram alguns de seus adversários menos famosos, os clubes brasileiros resistem à ideia de descer do posto de favorito nos duelos decisivos - e hesitam em jogar "como time pequeno", como às vezes acaba sendo necessário. Não por coincidência, o Santos, única equipe que sobreviveu ao vexame brasileiro neste ano, soube se defender com unhas e dentes no jogo decisivo contra o América do México, na terça.
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