segunda-feira, 4 de novembro de 2013



O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação de Paulo Maluf por improbidade administrativa, o que pode complicar a situação do deputado em 2014


Cristiano Mariz/Veja
Paulo Maluf, deputado federal.
Paulo Maluf: condenação por improbidade administrativa em órgão colegiado pode vir a enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa, em 2014. Advogados entendem que não

São Paulo – O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) teve uma condenação de 2009 confirmada hoje pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Com a decisão, o ex-prefeito da capital paulista corre o risco de se enquadrar na Lei da Ficha Limpa e ficar inelegível por oito anos.

Maluf foi condenado por improbidade administrativa pelo envolvimento no superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna quando chefiava o executivo municipal, entre 1993 e 1996.
A ação, de autoria do Ministério Público de São Paulo, é de 2001 e foi julgada em 2009, mas a decisão sobre o recurso da defesa de Maluf saiu apenas nesta segunda.
A Lei da Ficha Limpa alcança políticos que tenham cometido crimes contra a administração pública e tenham sido condenados por decisão colegiada, como ocorreu hoje. Os três magistrados do TJ-SP votaram de forma unânime.
Em nota, os advogados do deputado disseram entender que ele não preenche todas as características exigidas pela lei para ser impedido de se candidatar (veja na íntegra abaixo).
Segundo o Ministério Público, independentemente da Ficha Limpa, a pena prevê a perda dos direitos políticos de Maluf por 5 anos.
Aos 82 anos, o mandato do atual deputado acaba no ano que vem, o que deve fazer com que ele tente mais uma vez uma vaga na Câmara.
Sua defesa promete recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão confirmada hoje não alcança somente Maluf: o ex-prefeito Reynaldo de Barros, morto em 2011 e diretor da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) na época, outros três nomes ligados à Emurb, assim como as empreiteiras CBPO e a Constran, tiveram as condenações mantidas e terão de dividir uma multa de 21,1 milhões de reais, com parte banacada por Maluf.

Fonte: Exame

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