Sistema permite sobrepor as imagens
Rio - A tecnologia aliada à investigação ajudou a polícia na conclusão do caso de um assassinato, ocorrido há um ano. A vítima, o comerciante A., de 63 anos, foi brutalmente executado com mais de 10 tiros em Olaria, a poucos metros de sua casa. O criminoso foi filmado em ação pela câmera de segurança de um estabelecimento próximo, mas usava um boné para esconder o rosto. O exame de sobreposição de imagens trouxe a confirmação que a polícia esperava: a de que o assassino era mesmo Márcio Evanir Guimarães Sanches.
A perícia feita neste caso utiliza uma técnica inédita no Rio, feita pela perita Denise Rivera, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). Com 23 anos de experiência, ela foi aprender com agentes federais cobre o software Imagej, amplamente utilizado pela indústria, medicina e laboratórios de biologia, que agora também será ferramenta para a polícia na investigação de crimes. O programa permite melhoria da qualidade das imagens, comparação e medição de corpos em movimento e placas de veículos e outras técnicas.
No caso de Olaria, a perita utilizou o programa para fazer a comparação entre a imagem original da câmera e uma outra, feita após a prisão dele. Policiais estiveram no local do crime e fizeram o suspeito reproduzir os mesmos passos exibidos no vídeo do dia do crime, filmados pela mesma câmera e no mesmo ângulo. Diante do material, foram medidas e comprovadas que eram as mesmas as alturas dos homens que apareciam nas duas imagens, a compleição física, postura e até o jeito de caminhar e as pernas — um pouco arqueadas.
Delegado aprova técnica
O acusado, que foi preso em dezembro, terá a prisão preventiva pedida pela Divisão de Homicídios, que recebeu o laudo há poucos dias. “Sem dúvida, foi fundamental para o pedido de prisão preventiva e o relatório do inquérito. É uma ferramenta que vai ampliar nossas possibilidades de investigação”, disse o delegado Fábio Cardoso.
Segundo ele, o crime foi cometido porque a vítima teria se recusado a instalar máquinas caça-níqueis em seu bar. Além do laudo, a polícia comprovou que a antena do celular do atirador estava naquele endereço e horário do crime, ele foi reconhecido por testemunhas. A análise das contas telefônicas de Márcio também apontam duas ligações, minutos antes e depois do crime, para o mandante, que está foragido.
Fonte: O Dia
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