segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aumentos de servidores vão elevar folha de pagamento do Estado em R$ 40 milhões


Dornelles terá mais uma preocupação
Dornelles terá mais uma preocupação Foto: Agncia O Globo

O valor da folha de pagamento dos servidores estaduais deverá aumentar em R$ 40 milhões, a partir do meio do ano. Esse é o cálculo feito pela Secretaria estadual de Planejamento e Gestão com a concessão de aumentos para funcionários da Secretaria de Saúde e do Iaserj (em junho), e para auditores fiscais da Fazenda (em julho). Apesar da crise, os reajustes precisam ser concedidos para cumprir as leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionadas pelo governador Luiz Fernando Pezão, em 2014, para a “valorização do funcionalismo”. Ao todo, 27.951 trabalhadores terão alguma elevação salarial.
O reajuste, no caso da Saúde, será de 6%. Com isso, o vencimento-básico (sem inclusão de gratificações) no topo da carreira vai passar de R$ 1.571,34 para R$ 1.665,62. No caso dos auditores fiscais, o aumento será de 47% sobre o valor básico. No topo da carreira, os vencimentos passarão de R$ 3.189,69 para R$ 4.709,03 (sem os adicionais), de acordo com a lei.
— Sabemos sobre a situação do Estado e estamos no aguardo para saber o que vai ocorrer. Até aqui, o governo deu todos os aumentos — disse Ricardo Brand, diretor jurídico do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio (Sinfrerj).

Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos
Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos Foto: Thiago Freitas / Thiago Freitas/Agência O Globo

A visão dos profissionais da Saúde sobre o aumento é mais crítica. Para Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos (SinMed-RJ), o acordo de 2014 não atendeu às demandas:
— O projeto apenas atrelou uma gratificação ao vencimento-básico. Isso elevou a base salarial em R$ 200. O servidor da Saúde no Rio nunca teve um plano decente de cargos e salários. E não há previsão sobre isso.
Segundo a Secretaria de Planejamento — o dado mais recente é de janeiro —, a folha estatual é de R$ 2 bilhões mensais.


Suspender as correções não é opção agora
As concessões dos reajustes devem ser respeitadas, segundo integrantes do governo do estado. Por enquanto, não há qualquer indicativo de suspensão das correções para suavizar, momentaneamente, o impacto na folha de pagamento. O Executivo já recebeu recomendações de alguns deputados estaduais para negar esses aumentos, tendo em vista a crise pela qual o Estado passa. A resposta foi que o governo não pode mais se desgastar com os servidores.
Entre os motivos de o Estado não querer adiar os reajustes está a intenção de recolocar em discussão na Alerj, nos próximos meses, o pacote de reforma econômica. Entre os pontos que serão discutidos, estão o aumento da contribuição previdenciária mensal do funcionalismo, de 11% para 14%, e a participação dos poderes Legislativo e Executivo na Previdência.

Fonte: Extra 
Nelson Lima Neto

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