quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Amarildo levou choques e foi asfixiado, diz polícia

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O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi torturado, levou choques elétricos e foi asfixiado com saco plástico; essa foi a conclusão do inquérito policial sobre o sumiço do pedreiro; segundo o Globo, a Corregedoria da PM investiga, ainda, um suposto desvio de recursos da UPP da Rocinha, informação colhida durantes as investigações

O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza foi torturado, levou choques elétricos e foi asfixiado com saco plástico. Essa foi a conclusão do inquérito policial, da Divisão de Homicídios. Dez policiais já foram indiciados por envolvimento na sessão. O inquérito concluiu, também, que eram comuns os crimes de tortura por parte dos policiais na unidade. Além disso, o curioso é que a Corregedoria da Polícia Militar está investigando o desvio de recursos da UPP da Rocinha, denúncia que surgiu durante o recolhimento dos depoimentos. Mas ainda não há detalhes sobre o suposto desvio de verba da unidade. As informações são do jornal O Globo.

Os policiais foram iniciados pelos crimes de tortura dentro da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, no dia 14 de julho, acusados de crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, além de fraude processual.

No momento da detenção, os PMs pretendiam arrancar de Amarildo a informação sobre onde estavam as armas e os traficantes da parte baixa da favela, onde o ajudante de pedreiro morava com sua família. Entre os indiciados está o major Edson Santos.

Vale ressaltar as câmeras de segurança da UPP não registraram a saída de Amarildo da unidade, porque não estavam funcionando. De acordo com as investigações, foram analisadas imagens de 80 câmeras.

Nesta terça-feira (2), o delegado Rivaldo Barbosa, que presidiu o inquérito de duas mil páginas – e o relatório final, 180 – informou que não foram encontrados vestígios de sangue na UPP, mas “as provas testemunhais e de inteligência” levaram os investigadores a concluir que houve participação dos policiais no sumiço de Amarildo.

Por outro lado, os policiais negam participação no sumiço do ajudante pedreiro. O major Edson Santos teria dito a família de Amarildo que ele teria deixado a UPP após de ter sua identidade checada, o que não convenção os investigadores. Se forem condenados, os dez policiais podem pegar penas individuais de até 30 anos.
Fonte: Rio247

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