A equipe do site do jornal O Globo flagrou, em vídeo, um policial (à esq.) forjando a posse de um morteiro e jogando o objeto próximo ao jovem que estava ao seu lado para incriminar o manifestante; tanto este PM como o major Pinto (à dir.), que jogou spray de pimenta nos professores, na Câmara do Rio, foram afastados da corporação
Mais um episódio envolvendo a Polícia Militar (PM) do Rio coloca pano quente na insatisfação de grevistas e até de autoridades, como a OAB e a ministra da secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário. A equipe do site do jornal O Globo flagrou, em vídeo, na última segunda-feira (30), um policial (tenente Andrade) forjando a posse de um morteiro e jogando o objeto próximo ao jovem que estava ao seu lado para incriminar o manifestante. Tanto este PM como o major Pinto, que jogou spray de pimenta nos professores, na Câmara Municipal do Rio, foram afastados e compelidos a prestar depoimento na Corregedoria da PM. Uma sindicância foi aberta e deve ser concluída em até 30 dias.
"A atividade no local não começou quando as imagens registradas são iniciadas. Vamos analisar o que estava acontecendo momentos antes. Assim que assistiu ao vídeo, o comandante da corporação (coronel José Luís Castro Menezes) determinou a abertura de uma sindicância para a apurar o caso", afirmou o relações-públicas. Da PM, coronel Cláudio Costa, ao Globo.
Após o tenente Andrade, lotado no 20ºBPM (Mesquita), jogar o morteiro no chão, o major Pinto, 5º BPM (Praça da Harmonia), dá voz de prisão ao jovem e diz que o manifestante portava o artefato. "Eu não fiz nada", declarou o jovem depois ser algemado. "Está preso, está com três morteiros", retruca o policial.
Os policiais e os detidos foram encaminhados à delegacia, onde não foi atribuída ao jovem a posse do morteiro. Segundo o coronel Cláudio Costa, os oficiais disseram que os objetos foram encontrados na rua.
Sobre a atuação do major Pinto, que aparece no vídeo jogando spray de pimenta nos professores, o coronel amenizou o fato e disse que o major tentava facilitar a passagem de funcionários da Câmara para entrarem na Casa. "Não tivemos outras reclamações sobre a atuação do major, que já está afastado. Se no fim das investigações ficar comprovado que os policiais cometeram excessos, eles serão punidos", declarou Costa.
Fonte: Rio247
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