Apesar de a Câmara dos Vereadores da Capital ter aprovado o plano de cargos e carreiras para os professores, o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino do Rio informou que a greve será mantida pelo menos até sexta-feira (4), quando, às 14h, os representantes da categoria se reunirão em assembleia para decidir os rumos da mobilização
Apesar de a Câmara Municipal do Rio ter aprovado, na noite desta terça-feira (1), o plano de cargos e carreiras para os professores, o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino do Rio (Sepe) informou que a greve será mantida pelo menos até sexta-feira (4), quando, às 14h, os representantes da categoria se reunirão em assembleia para decidir os rumos da mobilização. Na manhã desta quarta-feira (2), um grupo de seis docentes deixou um acampamento rua lateral do Legislativo. No entanto, participantes do movimento "Ocupa Câmara" permanecem acampados no local.
Por volta das 17h desta quarta, os professores farão um ato em frente à Câmara dos Vereadores para protestar contra o tratamento dado à categoria. O magistrado Fernando Xavier, por exemplo, criticou a atuação da polícia, que, na manifestação desta terça, usou bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral contra os docentes. "Foi um massacre, uma covardia. Mas estamos muito animados com o movimento e com a greve", declarou, segundo o jornal O Globo. O saldo da manifestação foi a depredação de pelo menos 12 agência bancárias, além de lixeiras e vários pontos de ônibus.
Diante do clima tenso entre policiais e manifestantes, o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, condenou, por meio de nota, a ação dos policiais. "O uso da força está sendo praticado de forma desmedida e desproporcional e os nossos professores, que já são tão sofridos, não merecem apanhar em praça pública só porque reivindicam melhores condições de trabalho", disse. "O diálogo ainda é a melhor solução. Os policiais não são jagunços. O papel da polícia é proteger a sociedade", afirmou.
Sobre o plano de cargos e carreiras aprovado pelos vereadores da capital fluminense, a proposta tem como principal medida o reajuste salarial 15,3%, enquanto a categoria, em greve desde o dia 8 de agosto, pedia 20%. De acordo com a Prefeitura do Rio, o projeto, que teve 31 emendas acrescentadas ao texto original, implicará num impacto de R$ 3 bilhões aos cofres municipais nos próximos cinco anos.
Fonte:Rio247
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