
RIO - Pouco depois que cerca de 200 aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fizeram uma passeata na Avenida Rio Branco, um novo grupo de manifestantes tomou a via. Eles saíram da Candelária e fecharam completamente a Rio Branco por cerca de 30 minutos. Em seguida, eles saíram em direção à Central do Brasil. O grupo fechou a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira até chegar ao prédio da Central, que fechou os portões de acesso mas acabou abrindo logo depois. O comércio dentro da Central do Brasil fechou as portas. A polícia acompanha o grupo, que até o momento segue de forma pacífica.
O protesto, com pouco mais de 300 integrantes, tem pauta diversa: contra a corrupção e os altos custos da Copa do Mundo no Brasil, pela melhoria dos serviços públicos e a favor de políticos Ficha Limpa. Parte dos manifestantes usa máscaras para tapar o rosto. Apesar da forte chuva, poucos integrantes do protesto se dispersaram.
Mais cedo, o grupo de aposentados seguiu da Candelária à Cinelândia, onde eles também ocuparam as escadarias da Câmara dos Vereadores. O objetivo era reivindicar a votação do Congresso Nacional que repõe perdas na remuneração desses aposentados.
- E não tenho plano de saúde, não. Trabalhei 31 anos e 24 dias para eu receber essa miséria. Preciso fazer bicos de costura para poder sobreviver - reclamou a aposentada, uma das idosas que impunhavam a faixa da Federacao das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Rio de Janeiro (FAAPERJ), onde se lê 'aposentado resgatando todos os seus direitos perante as autoridades públicas competentes aqui reunidas'.
Mauro Bizzo, de 66 anos, um dos diretores da FAAPERJ, ressaltou que há vários projetos no Congresso que sequer foram votados. Ele cita o projeto 4434/08, que repõe as perdas salariais da categoria.
- Nossa remuneração esta sendo dilapidada pelos vários governos anteriores e o da Dilma também. Até hoje também não votaram o projeto 01/07, que iguala o reajuste de quem recebe um salário mínimo com os que recebem mais de um salário mínimo.
No domingo, manifestantes entraram em conflito com o Batalhão de Choque da Polícia Militar no entorno do estádio Maracanã. As cenas de violência atingiram o auge poucos minutos antes do início da partida entre Brasil e Espanha, pela final da Copa das Confederações.
Mais cedo nesta segunda-feira, caminhoneiros chegaram a bloquear a Rodovia Presidente Dutra na altura de Barra Mansa.
Veja também
- Vídeo Aposentados e pensionistas em protesto no Centro do Rio
- Vídeo Pedidos de paz nos arredores do Maracanã
- Vídeo Marcha na final da Copa das Confederações
- Vídeo O acompanhamento da ação da polícia no Maracanã
- Galeria As imagens das manifestações neste domingo
- Passeata pacífica reuniu 5 mil na Tijuca
- Vídeo Manifestantes falam o que vão reinvindicar no domingo
- Vídeo O que você acha de a Câmara não querer investigar as empresas de ônibus?
- Galeria No Dia do Orgulho LGBT, manifestantes fazem protesto no Centro do Rio
- Vídeo Manifestantes discutem o papel da polícia
- Vídeo Grupos protestam de forma pacífica no Rio
- Vídeo Manifestantes fazem novo ato no Centro do Rio
- Vídeo Daciolo quer aumento dos salários dos bombeiros e da PM
- Vídeo Movimento "Desocupa Cabral" encontra governador
Nenhum comentário:
Postar um comentário