
RIO — A Polícia Militar fechou a Rua Aristides Espínola, no Leblon, onde manifestantes pretendem fazer um ato no fim da tarde desta quarta-feira. No local, onde mora o governador Sérgio Cabral, foram posicionado 13 carros do Batalhão de Choque, além de cerca de 80 policiais - muitos com coletas que escondem suas identificações. Um caminhão com jatos d'água também está posicionado na rua.
A manifestação na rua do governador foi marcada na semana passada. Entre as principais demandas dos manifestantes está a desmilitarização da Polícia Militar e a realização de comissões parlamentares de investigação. Alguns manifestantes já estão concentrados na Aristides Espínola, entre as avenidas Delfim Moreira e General San Martin.
- Na Europa se fala muito dos protestos. Tenho amigos brasileiros morando lá que falam muito desse momento. Viajando pelo Brasil, o que mais me choca é a impunidade. O Brasil é um país complexo, mas a manifestação vir até o Leblon, que é um símbolo de elite, é muito legal - afirmou o músico parisiense Antoine Demena, que está viajando pelo país.

Mais cedo, o governador falou que os excessos serão condenados de qualquer lado, e atribuiu os protestos a uma 'tentativa de antecipação do calendário eleitoral':
- Vivemos numa democracia, portanto devemos nos respeitar mutuamente. Todos os excessos devem ser condenados. O que eu percebo é uma tentativa de antecipação do calendário eleitoral, e isso é muito ruim. Não para mim, mas para o Rio de Janeiro. Eu quero governar o estado junto com a equipe do governo. Alguns adversários políticos querem antecipar o calendário eleitoral. Não se ganha política no tapetão. Se ganha eleição nas urnas, debatendo ideias. Foi assim que eu ganhei até hoje - afirmou durante evento de inauguração da Casa do Trabalho nas comunidades de Manguinhos e Jacarezinho, na Zona Norte.
Na terça-feira, o Comandante da PM, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, disse que a partir da agora a polícia irá utilizar menos gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentam fazer badernas após atos de protestos democráticos. Ele reconheceu que nos últimos protestos os policiais acabaram por se exceder na utilização do gás lacrimogêneo, que é um armamento não letal. Por conta de alguns excessos cometidos por policiais, Costa Filho acrescentou que um oficial já foi afastado do Batalhão de Choque.

Fonte: Extra
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