O financiamento de campanhas eleitorais é um dos principais
alvos da reforma política proposta pelo governo de Dilma Rousseff, depois da
onda de protestos de junho no Brasil. O tema é polêmico no Brasil, mas também em
diversos outros países, como Estados Unidos, Grã-Bretanha e França.
Nos Estados Unidos, há temores que alguns comitês especiais às vezes ligados a lobistas - chamados de superPACs - possam ter influência demasiada nas eleições.
Na França, o financiamento de campanhas é exclusivamente público, mas isso não evitou escândalos recentes, como o que envolve Nicolas Sarkozy. O ex-presidente teve as contas de sua última campanha eleitoral rejeitadas.
Na Grã-Bretanha, há pressões para aumentar a participação do dinheiro público nas campanhas eleitorais - diminuindo a influência de setores privados - mas o clima de austeridade econômico é usado como justificativa para não levar esse projeto adiante.
A definição de regras justas para que políticos recebam dinheiro para suas campanhas é vista como ponto importante na democracia, para evitar que pessoas eleitas possam usar seus cargos para beneficiar determinados setores.
No Brasil, o sistema de financiamento é misto - com uma pequena parcela de dinheiro público que vem de um fundo partidário. A grande parte do dinheiro usado em campanhas eleitorais é privado, oriundo de doações.
Confira as regras - e os problemas - do financiamento de campanhas em Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e Argentina.
Fonte: BBC Brasil
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