sábado, 12 de janeiro de 2013

Delegado da Polícia Federal chega ao Museu do Índio e impasse continua

Batalhão de Choque cerca Aldeia Maracanã. Deputado Marcelo Freixo está no local e diz que espera 'bom senso' de todas as partes

Rio - O impasse continua no entorno da Aldeia Maracanã, o antigo Museu do Índio. No início da tarde deste sábado, o delegado federal Marcelo Nogueira chegou ao local com uma equipe da PF após ser chamado pelo defensor público federal Daniel Macedo. O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) também está no local.
Bope cercou o Museu do Índio neste sábado | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Bope cercou o Museu do Índio neste sábado | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Desde às 5h da manhã, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar, comandados pelo subtenente Melo, estão de prontidão ao redor do local tentando cumprir uma ação de reitegração de posse impetrada pelo Estado, que já afirmou que o Museu será demolido para as obras da Copa do Mundo. Atualmente, cerca de 15 famílias de indígenas moram na aldeia.
O porta-voz dos índios, "Urupau-Guajajára", disse que "a resistência será permanente, pois estamos aqui defendendo um patrimônio da União". O presidente da Emop, Empresa de Obras Públicas do Estado, Ícaro Moreno, chegou ao local mais cedo, o que gerou um princípio de tumulto. Moreno tentou conversar com o cacique, mas não houve acordo. Segundo o líder da tribo, o Estado ofereceu aluguel social para o grupo sair do espaço, condição que os índios não aceitam.

"Minha posição como historiador é totalmente contrária à demolição desse prédio, mas agora é que tenhamos bom senso para que as medidas sejam tomadas sem que ninguém se machuque", disse Marcelo Freixo.
Índios moram na aldeia e se recusam a sair | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
Índios moram na aldeia e se recusam a sair | Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia
De acordo com o defensor público federal Daniel Macedo, se os policiais invadirem o terreno poderão responder por abuso de poder. Ainda segundo ele, os índios estão orientados a não reagir em caso de enfrentamento. Uma nova reunião com representantes de todas as partes deve acontecer durante a tarde. Uma pista da Avenida Radial Oeste teve que ser interditada devido ao grande número de pessoas no entorno da aldeia.

Fonte: O Dia

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