As principais discussões são sobre os critérios para a fixação da pena-base, os critérios de aumento de pena e como lidar com os casos de continuidade delitiva – quando vários crimes são considerados como um só, e a pena é reduzida.
O ministro Marco Aurélio Mello apresentou hoje (7) a tese de que considera como um só crime todos os delitos envolvendo os desvios do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) - corrupção e peculato na Câmara dos Deputados - e, em outro grupo, todos os delitos envolvendo desvios no Banco do Brasil (corrupção do ex-diretor do banco Henrique Pizzolato, peculatos e corrupção de parlamentares).
Segundo o ministro, ao aplicar a tese no final do julgamento, a pena de Marcos Valério pode ser reduzida de cerca de 40 para 15 anos de prisão. Mais cedo, o ministro Joaquim Barbosa fez um extenso discurso contra a aplicação de continuidade delitiva em crimes de origens diferentes.
Tanto o presidente Ayres Britto quanto o ministro Marco Aurélio
Mello admitiram, no intervalo da sessão, que as teses lançadas não devem ser
votadas agora, e sim no final do julgamento. Isso poderá resultar em um cálculo
totalmente diferenciado das penas em relação às que estão sendo fixadas agora
pela Corte.
Fonte: Repórter da Agência Brasil
Débora Zampier
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