quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Deco renuncia ao cargo de vereador no município do Rio

Suspeito de integrar milícia, ele já estava afastado da Câmara por decisão da Justiça; vereadora Márcia Teixeira será confirmada na vaga

Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, no momento em que foi preso por formação de quadrilha e por chefiar grupo de milicianos em 13/04/2011
Foto: Fernando Quevedo / O Globo
Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, no momento em que foi preso por formação de quadrilha e por chefiar grupo de milicianos em 13/04/2011Fernando Quevedo / O Globo
RIO — O vereador Luiz André Ferreira, o Deco (sem partido), que estava afastado do cargo por decisão da Justiça, decidiu renunciar à vaga na Câmara do Rio. A renúncia foi oficializada através de carta encaminhada ao presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (PMDB), publicada na edição desta quarta-feira no Diário Oficial da Câmara. Acusado de comandar uma milícia em Jacarepaguá, Deco afirma na carta que tomou a decisão por motivos particulares.
Com a decisão, a vereadora Márcia Teixeira (PR), suplente de Deco, será confirmada na vaga. Márcia exerce o cargo hoje amparada por liminar, já que, por razões regimentais, a Câmara do Rio havia entendido que ela não poderia reassumir a vaga de imediato, com o afastamento de Deco pela decisão da Justiça.
Deco ficou mais de um ano afastado do cargo detido preventivamente e um presídio federal em Rondônia. Ao ser libertado, no fim do mês passado, reassumiu por apenas quatro horas antes de ter o mandato suspenso por liminar atendendo a pedido do MP. O agora ex-vereador justificou seu ato alegando reconhecer que provavelmente não teria tempo hábil para reassumir o cargo antes do fim do seu mandato atual, em dezembro. E dizendo que, a partir de agora, pretende concentrar os esforços na sua defesa para provar que todas as acusações são infundadas.
Deco alega que desempenhou de maneira exemplar suas funções na casa nos dois mandatos que teve ao substituir, como suplente, colegas que foram eleitas deputadas federais. "Contudo, esta bela trajetória de promover o bem comum e social foi brusca e violentamente interrompida por uma verdadeira perseguição promovida por membros do Ministério Público, da Magistratura e da Polícia do Estado do Rio de Janeiro”, diz um trecho da carta.

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Fonte: O Globo

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