Paes festeja a reeleição na residência oficial do prefeito, ao lado do vice-governador, Pezão (Marcelo Regua/Ag. O Dia)
“A gente tem uma grande coligação de partidos, mas o meu PMDB tem um grande nome que é o Pezão, e nós vamos buscar construir uma grande aliança para continuar recuperando o Rio de Janeiro”, disse Paes sinalizando para as eleições ao governo do estado, em 2014
A candidatura de Pezão cria um problema para a parceria PMDB-PT no Rio. Em 2008, Paes foi eleito em uma chapa peemedebista puro-sangue. Este ano, o PT ocupou o cargo de vice. O nome escolhido foi o de Adilson Pires, vereador do Rio e líder do partido na câmara. A aliança na chapa não foi à toa. Eles tentam ajustar os ponteiros para 2014. O senador Lindberg Farias, do PT, já disse que não abrirá mão de disputar o governo. O petista começou, nesta eleição, a rodar o estado com os candidatos do seu partido, para se fortalecer em cidades onde não é conhecido. Lindberg também apareceu no horário eleitoral de televisão pedindo votos para a legenda. “Não tem saia-justa”, afirmou Adilson, após o discurso de Paes.
“Há uma aliança construída entre o PT e o PMDB no plano nacional. Tivemos aliança sem muitas cidades do Brasil, o Rio de Janeiro é um bom exemplo. Há da nossa parte e da parte dele a vontade de continuarmos a discussão sobre a importância da aliança, pelo bem do Brasil, dos estados e das cidades, como o Rio”, disse Adilson, que afirmou não ter tratado sobre essa questão antes do pleito. “Pode ser que seja um só candidato”, disse Adilson sobre 2014. Isso sinaliza para a possibilidade de um consenso entre os dois partidos ou, quem sabe, a saída de um dos candidatos da base aliada.
Na quarta-feira, haverá uma reunião do diretório nacional do PT para analisar os resultados das eleições e começar a pensar no futuro. “Agora, com muita tranquilidade, trataremos desse assunto, sem estresse”, disse Adilson sobre a próxima eleição para o governo do estado. Paes, no entanto, foi enfático. Ele apoiará o nome indicado por Sérgio Cabral, figura central na campanha do prefeito em 2008. “A gente não pode mais perder tempo com briga. O jogo do Rio é esse, de quem ama a cidade. Eu serei prefeito até 2016, e nós vamos eleger o sucessor do governador Sérgio Cabral em reconhecimento ao fantástico trabalho que vem fazendo pela cidade”, disse Paes.
No discurso após saber que foi reeleito com ampla vantagem sobre os adversários, Paes agradeceu a Dilma Rousseff, Cabral e Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “figura inspiradora”. Paes voltou a fazer mea culpa nas regiões que ainda não foram beneficiadas pelo governo, e prometeu melhorar a questão da saúde - o principal problema apontado pelos cariocas, segundo o Datafolha.
“Amanhã às 7h já estou trabalhando, mas a gente contou com no máximo três anos de governo. Não vou perder um dia desses quatro anos e três meses. Vou trabalhar todos os dias. Mas o que mais me angustia, claro, é a saúde”, afirmou Paes, que também admitiu outro desafio, o da mobilidade para as Olimpíadas. "Vou trabalhar muito. Dar a cara a tapa, sem receio de voltar atrás caso tome alguma atitude errada", disse o prefeito.
Madureira - O prefeito Eduardo Paes comemorou a vitória em Madureira, bairro pelo qual começou e encerrou a sua campanha. "Se o Rio fosse um corpo, Madureira seria o coração", disse Paes. A escola de samba do prefeito, a Portela, também é de Madureira.
Fonte: Veja
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