BARI, Itália, 11 Ago (Reuters) - A ILVA, a maior planta de aço da Europa,
informou neste sábado que irá recorrer da decisão da juíza Patrizia Todisco, que
diz que a fábrica de Taranto, na Itália, não deve produzir aço enquanto
implementa as melhorias impostas pela corte em sua linha de produção.
Os promotores de Taranto originalmente ordenaram o fechamento parcial da
fábrica em 26 de julho devido a preocupações com a poluição que estava
prejudicando a saúde dos funcionários e dos moradores locais.
Na sexta-feira, Patrizia afirmou à ILVA que não poderá continuar a produção
enquanto as melhorias estiverem sendo feitas, disseram fontes
judiciais.
A juíza esclareceu que na sua decisão de 7 de agosto, Bruno Ferrante,
presidente do conselho da ILVA, interpretou que a planta poderia continuar
operacional à medida que completava os avanços em saúde e segurança, incluindo o
trabalho no alto forno em que o aço bruto é produzido.
Ferrante disse que irá recorrer da decisão, segundo um comunicado.
Os promotores buscaram fechar a siderúrgica depois que um longo inquérito
mostrou que dioxina e outras substâncias químicas lançadas pela fábrica causaram
taxas anormais de câncer e doenças respiratórias e cardiovasculares na área de
Taranto.
(Reportagem de Vincenzo Damiani em Bari)
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