segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cláudia Jimenez se recupera de cirurgia com bom humor

Jimenez se recupera com bom humor de cirurgia (Reprodução/TV Globo)

Veja o video:
Jimenez se recupera com bom humor de cirurgia


Na última quinta-feira (02), Cláudia Jimenez recebeu alta depois de passar por uma cirurgia cardíaca de sete horas.

Fantástico: Pelo que a gente viu aqui, a primeira notícia é a melhor que a gente podia ter. Está tudo bem, não está, agora?
Cláudia Jimenez: Agora está ficando.
Fantástico: A cara está boa. Você quis falar com a gente, significa que você queria dar uma boa notícia.
Cláudia: Ah, mas o Fantástico acho que é irresistível.
Fantástico: Tanto quanto conversar com você. E a boa notícia é que o susto foi grande novamente.
Cláudia: É.
Fantástico: Mas a recuperação é boa?
Cláudia: Graças a Deus. A gente que é artista, que está na casa das pessoas. Realmente as pessoas rezam por você, fazem corrente, fazem energia positiva, mandam recado, presente, flores. É uma coisa muito linda.

Essa foi a terceira vez que ela passou por uma operação de peito aberto. Há 13 anos, Cláudia teve um infarto.

“A Cláudia foi operada em 1999, numa situação de extrema urgência, uma cirurgia na realidade de emergência, para implantar algumas pontes no coração”, explica o cirurgião cardíaco Edson Nunes.

Pontes são artérias retiradas de outras partes do corpo e colocadas no coração para que ele volte a receber sangue. Na época, o coração dela já tinha sido danificado pelo tratamento contra um câncer no tórax.

“Ela efetuou várias sessões por dois meses de radioterapia. Isso deve ter lesado os tecidos da parede do tórax ou do interior do tórax”, observa Nunes.

Os prejuízos desses tratamentos são sentidos até hoje. Nesta última intervenção, uma das pontes antigas precisou receber quatro stents, pequenas telas que expandem as artérias. Mas o principal dano foi na válvula aórtica.

“Essa válvula começou a se degenerar e a se estreitar de forma muito acentuada”, detalha o cirurgião.

A cirurgia feita no mês passado substituiu a válvula de Cláudia por uma outra feita de pele de boi. Para isso o coração da atriz foi parado por sete horas. E seu sangue, bombeado por um coração artificial.

Cláudia: Essa cirurgia é muito violenta, a gente fica um pouco escangalhada. Que nem a gente dizia: ‘meu brinquedo escangalhou’. Essa palavra. Eu estou meio escangalhada. E acho que aos poucos eu vou retomando, voltando ao meu normal, deixando pra trás coisas que a gente...
Fantástico: Bobagens...
Cláudia: Você ficar em um CTI toda entubada, com drenos, serrarem o teu osso ao meio, ficar sete horas numa cirurgia, o teu coração ficar parado. Se isso não mudar você, nada mais muda. E daí a gente vê também o que é realmente importante na tua vida. Eu passar sem a minha família, sem a Stella Torreão. Se eu não tivesse tudo isso, quer dizer, eu me armei pra uma guerra. E o meu... Como é que chama?
Fantástico: Teu arsenal.
Cláudia: O meu arsenal, os meus soldados são assim: a família pra dar amor, a Stella pra mexer com a coisa da saúde. Stella foi o maior amor que eu vivi. Nossa Senhora, eu não sei em que lugar botar a Stella. Depois da minha mãe e das minhas irmãs é a Stella. É um anjo da guarda. Aí uma vez uma amiga minha terapeuta falou assim pra mim... Eu falei: ‘Nossa que bom ter encontrado alguém tão amiga, tão fiel, tão cúmplice na vida e que ficou pra sempre’. Aí a minha amiga falou assim: ‘Cláudia, você deve merecer, porque nem todo mundo merece encontrar anjos’.
Fantástico: É claro que você merece. E acho que a percepção do público é de que você merece também.
Cláudia: Claro, a gente leva humor, gargalhada, riso. Então já é um laço que você tem com o público.

Um público que se acostumou sempre a ver a Cláudia em papéis engraçados. Desde a Cacilda, da Escolinha do Professor Raimundo, até o trabalho mais recente dela, na série As Brasileiras deste ano.

Fantástico: E é possível eventualmente rir das coisas difíceis que você passou?
Cláudia: Ah, não tenha dúvida. Falabella chega no CTI já fala: ‘Ah, palhaça. Já tá ela toda ‘quecrada’’. A gente cai na gargalhada. Aí chega a Carolina Dieckmann fala: ‘Mas você tirou o tubo e pediu um refrigerante?’ Eu falei: ‘Eu tô com sede’.

O bom humor está presente até na espiritualidade.

Cláudia: Eu gosto muito de rezar. Às vezes as meninas entravam no quarto e eu estava lá: ‘Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração’. E elas falavam: ‘Nossa, tem uma voz bonita’. E eu: ‘Vem que quero fazer xixi’. Elas queriam emendar no assunto e eu apertadona.
Fantástico: Você não quis, por exemplo, esconder a tua cicatriz.
Cláudia: Eu não estou nem aí pra cicatriz. O que importa é a válvula aórtica novinha, biológica, feita da membrana do boi. Eu disse pro médico: ‘Por que não da vaca?’. Já está aqui dentro, jorrando sangue pro meu corpo inteiro ser feliz.
Fantástico: E jorrando alegria, jorrando vitalidade. 100% mesmo daqui a quanto tempo?
Cláudia: Eu só quero voltar a trabalhar 100%. Eu acho que daqui a uns quatro meses eu vou estar inteirona.
Fantástico: E aí tem uma possibilidade. Qual é o futuro da tua saúde? Qual é o diagnóstico que eles te passam e o quanto isso mexe com o teu emocional?
Cláudia: Exercício físico, alimentação e cada vez mais buscar um pouco de tranquilidade, menos estresse. Isso tudo ajuda.
Fantástico: Amor não?
Cláudia: Amor vai acontecer. Agora não tem, mas vai ter. Com válvula nova.
Fantástico: Esse coração tem que bombar.
Cláudia: Esse coração vai bombar num grau.
Fonte: Fantástico/ Rede Globo

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