Brasília – O governador do Acre, Tião Viana, decretou situação de emergência nos
municípios da área do Rio Acre. A decisão foi tomada em decorrência da redução
do nível do rio devido à estiagem prolongada da região. A medida foi anunciada
por Viana nas presenças dos representantes da Defesa Civil, do Departamento de
Pavimentação e Abastecimento (Depasa) e da Secretaria de Meio Ambiente (Sema). A
iniciativa é válida desde ontem (8)
Porém, os técnicos do governo estadual disseram que a distribuição de água na
capital acriana, Rio Branco, ainda não foi afetada e as estações funcionam sem
interrupção. No entanto, a Defesa Civil lançou campanha para que a população
evite desperdício e tente cooperar economizando o consumo de água na região. As
cidades mais ameaçadas são Xapuri e Brasileia. A previsão é que a temporada de
chuva na região ocorra apenas na segunda quinzena de outubro.
O superintendente do Depasa de Rio Branco, Felismar Mesquita, disse que o
decreto de situação de emergência permite que o governo estadual negocie com o
governo federal apoio e ajuda financeira para tentar solucionar o impasse.
Segundo ele, essa é a alternativa para evitar que a “situação tome proporções
mais graves”.
Nos últimos anos, o Rio Acre tem passado por períodos de extremos. Em
fevereiro, o rio atingiu 17,64 metros, registrando uma das maiores cheias da
história, mas agora a tendência é a redução. De acordo com os especialistas, se
a diminuição do nível do Rio Acre se mantiver no ritmo atual, em 15 dias
alcançará uma marca histórica.
Paralelamente, o governo instalou estações de monitoramento do Rio Acre em
parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA). No total, vão ser 25 pontos de
monitoramento em todo o rio, que enviarão dados em tempo real sobre a situação
das elevações e diminuições das águas, além de dados informações específicas
sobre a região, que ajudarão a prever o comportamento do Rio Acre.
Fonte: Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
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