Para sindicalista, governo erra ao não dialogar com os grevistas
Temporada de negociação não está encerrada, diz ministro
Ela não antecipou detalhes sobre quais carreiras ainda poderiam ser contempladas nem sobre a extensão do benefício, se ele ocorrer.
A Folha apurou que apesar de integrantes do governo considerarem que não há dinheiro para conceder um reajuste unificado a todos os servidores, essa possibilidade não está descartada.
Se acatasse todas as reivindicações, a equipe econômica teria de desembolsar R$ 92 bilhões, o equivalente à metade da folha atual de pagamento e 2% do PIB (Produto Interno Bruto).
"É impossível. São duas vezes o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deste ano", comparou a ministra em conversa com a Folha.
Com categorias paradas há meses, o fato é que a presidente Dilma Rousseff tem diante de si uma das mais amplas greves em número de carreiras e áreas atingidas.
Nas contas dos grevistas, são quase 30 órgãos federais envolvidos. Não se sabe, porém, o número exato de funcionários parados porque os sindicatos e o governo dão números discrepantes.
Greve dos servidores pelo Brasil
Servidores em greve fazem protesto na praça dos Três Poderes, no DF
Por causa de uma mudança legal -que exige que a definição de reajustes para o ano seguinte sejam fixadas até o último dia de agosto-, as reivindicações acabaram se concentrando nesses meses, ampliando a pressão e a sensação da gravidade.
Antes da regra, afirma o governo, as greves eram diluídas ao longo do ano.
Por ordem da própria presidente, o governo decidiu endurecer. Para garantir o atendimento à população, tem recorrido à Justiça.
Anteontem, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conseguiu liminar determinando que 70% dos servidores trabalhem nas áreas essenciais -para, por exemplo, garantir a liberação de remédios importados.
O presidente do Sinagências, João Maria Medeiros, criticou a liminar. "Primeiro tiram a força da greve trocando servidores parados por funcionários estaduais. Agora essa liminar. Assim não terá greve."
Em greve desde 16 de julho, a paralisação atinge cerca de 70% dos servidores nas unidades estaduais e 60% na sede da agência, em Brasília.
Fonte: Folha deSão Paulo/ NATUZA NERY
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
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