De acordo com Dilma, o repasse emergencial será
desvinculado e dirigido para o custeio de serviços públicos. A presidenta fez os
anúncios acompanhada de 25 ministros, do vice-presidente Michel Temer e dos
presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL).
Pouco antes de Dilma finalizar seu discurso, os
prefeitos começaram a cobrar que ela mencionasse o Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), cujo aumento entre 1% e 2% era uma das principais
reivindicações da marcha - o que não ocorreu. Ao terminar a fala sem anunciar
qualquer aumento, houve um misto de vaias e aplausos à presidenta.
Depois da saída de Dilma, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkosky, conversou com os prefeitos e condenou as vaias à presidenta. "Também não era o que eu queria [R$ 3 bilhões], mas, se não fosse assim, não viria nada", disse.
No discurso, a presidenta reconheceu que houve
atraso na execução do Programa Minha Casa, Minha Vida para os municípios com
menos de 50 mil habitantes. "A partir de agora, todos os municípios com menos de
50 mil habitantes podem acessar o Minha Casa, Minha Vida. Não vamos mais deixar
que haja seleção. Estamos passando para a Caixa e o Banco do Brasil a execução
do programa nesses municípios". No total, o programa já entregou 1,3 milhão de
moradias e contratou mais 1,4 milhão de unidades. A meta do programa é entregar,
até o final de 2014, 2,7 milhões de moradias.
Na área da saúde, Dilma anunciou mais R$ 600 milhões por ano para o Piso de Atenção Básica (PAB). Dilma ainda defendeu o uso dos royalties do petróleo como fonte de recursos para o custeio de serviços como a saúde e a educação. "O governo encara essa proposta e consideramos que o critério de repartição tem de ser o mais equânime, equilibrado e democrático possível", disse.
Na área externa ao encontro dos prefeitos, houve tumulto porque vários representantes ficaram de fora do evento devido à capacidade do local. Estima-se que a marcha tenha reunido cerca de 4 mil pessoas.
Fonte: Yara Aquino e Carolina Sarres
Repórteres da Agência Brasil
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