Para Docas, perfuração de rochas no novo local elevaria mais os custos
BRASÍLIA - O deslocamento do píer em Y, na Zona Portuária do Rio, custará pelo menos R$ 89 milhões a mais, devido às novas previsões de gastos com dragagem. A perfuração das rochas no novo local — entre os armazéns 4 e 5, não mais entre o 2 e o 3 — também pode encarecer as obras. O cálculo está em fase de finalização, informou o presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello, em audiência nesta terça-feira na Câmara dos Deputados.
Ele disse que a próxima lista de obras de infraestrutura prioritárias para a Copa de 2014 excluirá o píer em Y, pois não há chance de este ficar pronto a tempo. Segundo Mello, o píer só ficará pronto em 2016:
— Ou fazemos o píer em Y ou não fazemos. Só há três opções: manter como está, alterar o projeto e discutir quem paga a conta ou cancelar. Estamos em cima do laço (para as Olimpíadas).
Na audiência, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema de Sousa Machado, disse que o órgão não vê problemas na visibilidade dos prédios tombados na região, como o Mosteiro São Bento. E ressaltou que, apesar dos custos adicionais, o deslocamento trará benefícios para a cidade a longo prazo.
Segundo Mello, o custo do projeto já passou de R$ 223 milhões para R$ 260 milhões, por “correção de índices”. Já foram gastos R$ 10 milhões. Ele disse que o deslocamento não desperdiçará os recursos já aplicados.
Fonte: O Globo
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