Agência Brasileira de Inteligência pouco esclarece sobre trabalho que será realizado no evento
BRASÍLIA - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu suas portas nesta terça-feira para um tour de jornalistas. O objetivo, informou o general José Elito Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a Abin está subordinada, era mostrar como funciona o sistema de inteligência do país e o trabalho desenvolvido por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece na semana que vem no Rio. O passeio pouco esclareceu, mas Elito declarou que o país tem todas as condições para receber o Papa Francisco em paz e com segurança.
O general não quis dizer se o Brasil recebeu algum alerta internacional sobre eventual atentado terrorista e limitou-se a dizer que os mais de 80 países com os quais o Brasil trabalha costuma emitir informes sobre terroristas procurados. Essas informações são compartilhadas. Ele minimizou a possibilidade de atentados, embora tenha ressalvado que as forças de segurança estariam aptas a agir em caso de algum incidente. Para Elito, a Jornada Mundial da Juventude, que deve reunir cerca de 2 milhões de pessoas num mesmo local, não difere muito de outros grandes eventos, como foi a Copa das Confederações e a Rio +20.
- Não podemos medir a complexidade pelo número de pessoas ou de eventos. O que importa é a responsabilidade do país. Independentemente de ser um ou mais eventos ao mesmo tempo, temos de partir para a excelência da organização e da prevenção.
Elito não quis dar detalhes sobre pontos vulneráveis que mereceriam maior atenção das autoridades brasileiras, mas relembrou que na Copa das Confederações foi dado especial destaque aos aeroportos, rota de trânsito no deslocamento das equipes, hotéis e estádios, por exemplo.
Na sala do Centro de Inteligência Nacional, um painel informa, em tempo real, assuntos que merecem atenção. Nesta terça, as telas se alternavam entre Rio e São Paulo, locais onde o papa estará. No Rio, por exemplo, por volta de 10h30, havia um sinal vermelho sobre o assunto "grupos de pressão" e alaranjado em "movimentos reivindicatórios". Elito declarou que as manifestações não serão um problema para a Jornada Mundial da Juventude.
- Temos de encarar com naturalidade. Logicamente, temos de acompanhar para que aquilo não atrapalhe o grande evento. Mas isso não vai acontecer - acredita o ministro do GSI.
Fonte: O Globo/ Chico de Gois
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