sexta-feira, 25 de março de 2011

SIDERÙRGICA E MEIO AMBIENTE NÂO COMBINAM






Siderúrgica e meio ambiente não combinam. Vários gases tóxicos serão emitidos e lançados na atmosfera.
Para cada uma (1) tonelada de ferro produzido por uma siderúrgica ( por exemplo:  TKCSA),é lançado meia tonelada de poluição no AR , no SOLO , nos RIOS e no MAR. Quem sofre são os moradores , com doenças respiratórias entre outras.
O pó  preto  e o pó prateado  que vem  diariamente  caindo  na região próximo da Siderúrgica  TKCSA,
segundo relatos dos moradores; vem provocando  Doenças,  como relata  o vídeo acima .

Jorge Antonio Pellegrini.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Poluição do ar em Santa Cruz será investigado na Alerj

Poluição do ar em Santa Cruz será investigado na Alerj

As constantes ocorrências de poluição do ar causadas pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, serão investigadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O Diário Oficial publicou, nesta sexta-feira (18/03), requerimento de autoria da deputada estadual Lucinha (PSDB) criando Comissão Especial para apurar possíveis irregularidades e imprevidências do Governo do Estado e do Instituto Estadual de Ambiente - INEA - no processo de concessão de licenciamento ambiental referente à implantação da siderúrgica na região.

“A constituição da Comissão (...) se justifica face às constantes e frequentes ocorrências de poluição do ar causadas pela referida siderúrgica que afeta de forma danosa a população residente em Santa Cruz e nas demais áreas circunvizinhas”, justifica a deputada em seu requerimento. “Desde a entrada em funcionamento do complexo siderúrgico, esses acidentes vêm ocorrendo apesar das várias advertências e sanções que lhe foram imputadas pelos órgãos ambientais do Governo do Estado o que levanta suspeita de ter havido insuficiência e ausência do rigor necessário no processo de licenciamento ambiental do empreendimento”, complementa o texto.

A comissão será constituída por cinco deputados - a serem escolhidos por seus partidos - e terá 120 dias - prorrogáveis por mais 90 dias - para a conclusão dos trabalhos. “Já houve dois episódios naquela região por problemas decorrentes do pó de ferro liberado pela CSA, que tem causado danos à saúde da população. Tenho certeza de que essa Comissão Especial trará à tona toda problemática da siderúrgica em Santa Cruz. A Zona Oeste precisa de progresso, sim, mas com saúde perfeita, sem danos à população”, explica Lucinha.

terça-feira, 22 de março de 2011

Companhia Siderúrgica do Atlântico é alvo de protestos no Rio de Janeiro




 Nós Moradores dos Conjuntos Alvorada e Novo Mundo, situados bem próximos da Siderurgica TKCSA, com o apoio dos estudantes, pesquisadores, militantes de sindicatos, fizemos um protesto em frente ao prédio da Secretária Estadual de Ambiente (SEA) e o  Instituto Estadual de Ambiente (INEA), no centro do Rio de Janeiro. Cerca de 150 manifestantes protestaram contra a poluição causada pela Siderurgica do Atlântico (TKCSA) em Sant6a Cruz, na Zona Oeste do Rio.
Denunciamos que a Siderurgica (TKCSA), desde sua inauguração vem poluindo toda a região de Santa Cruz, com um pó preto , pó brilhoso e gases tóxicos que vem causando aos moradores inúmeras doenças: Renite Alergica, Coceira, Irritação  na Pele e nos olhos e Doenças Respiratórias.

Jorge A. Pellegrini.

Poluição de siderúrgica atinge casas na Zona Oeste do Rio

Fuligem saída da CSA cobriu imóveis em Santa Cruz.
Empresa será multada e tem 30 dias para solucionar problema.


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/12/poluicao-de-siderurgica-atinge-casas-na-zona-oeste-do-rio.html

 A  Secretaria estadual do Ambiente dará um prazo de 30 dias para que a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) encontre uma solução definitiva para o problema de gases e partículas expelidas no ar pelos alto-fornos. Neste fim de semana, a fuligem ejetada da siderúrgica atingiu casas da região conhecida como Lote 7, que fica próximo à avenida João XXIII, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com a secretária Marilene Ramos, fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passaram a tarde em Santa Cruz fazendo a medição da poluição nas estações da região. Segundo a secretária, o problema foi provocado pelo uso de um alto-forno de emergência da companhia, já que o alto forno 1 apresentou problemas.
“Entramos em contato com a CSA que nos informou que um problema no forno 1 os obrigou a usar o forno de emergência para a produção do ferro gusa. Este forno foi usado até o meio-dia deste domingo (26), mas já foi paralisado. Agora, acreditamos que a situação voltará ao normal. Vamos dar um prazo máximo de 30 dias para que a empresa encontre uma solução definitiva para o problema. Já ficou provado que não é compatível que uma usina funcione tão próxima de uma comunidade que já estava instalada naquela região”, disse Marilene.
Como se trata de um problema reincidente, a secretária disse que a multa que a empresa vai receber deverá ter um agravante. No entanto, ela não soube precisar o valor da multa. Em agosto, a CSA foi multada em R$ 1,8 milhão por poluir o ar com material particulado nas imediações da siderúrgica.

Poluição de siderúrgica prejudica mais uma vez bairro da zona oeste do Rio

http://videos.r7.com/poluicao-de-siderurgica-prejudica-mais-uma-vez-bairro-da-zona-oeste-do-rio/idmedia/92501972acb88fad60eade61772adf5d.html

A fuligem lançada pela Companhia Siderúrgica do Atlântico, a CSA, cobriu as casas de Santa Cruz de um pó prateado. Os moradores denunciam que o problema não é novo é já causa danos à saúde de várias pessoas. Muita gente já está comprando máscaras protetoras para o rosto. As polêmicas envolvendo a CSA não são novidade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Acordo entre MPRJ e INEA prevê auditoria ambiental independente na CSA

Acordo entre MPRJ e INEA prevê auditoria ambiental independente na CSA

dez 16th, 2010 | By karla | Category: Ambiente
A Thyssenkrupp CSA Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por crimes ambientais, terá que passar por uma auditoria ambiental independente, conforme acordo assinado, segunda-feira (13/12), entre o MPRJ e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA). A realização do estudo técnico foi indicada pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente da Capital e pela Coordenação do Grupo de Apoio Técnico Especializado Ambiental, aprovada pelo Conselho de Diretores (CONDIR) do INEA e é uma exigência para o início da operação do segundo alto-forno.
Também na segunda-feira, o Juiz da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, José Nilo Ferreira, recebeu a denúncia oferecida, em 25/11, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ, contra a TKCSA, o Diretor de Projetos da companhia, Friedrich-Wilhelm Schaefer, e o Gerente Ambiental, Álvaro Francisco Barata Boechat. A ação penal demonstra que a TKCSA gerou poluição atmosférica em níveis capazes de provocar danos à saúde humana, dentre outras condutas criminosas.
O memorando de entendimentos, que visa a evitar danos futuros ao meio ambiente e à saúde da comunidade de Santa Cruz, foi assinado por representantes da Diretoria de Licenciamento Ambiental (DILAM) do INEA. Ficou acertado que o relatório será incorporado ao processo de licenciamento ambiental da TKCSA.
Melhor tecnologia
Pelo acordo, uma empresa idônea e isenta irá analisar todos os pontos de descumprimento da legislação ambiental pela TKCSA. Além de vistorias, com a participação de Promotores e peritos do MPRJ, essa empresa fará uma consulta à comunidade do entorno. O relatório deverá informar sobre o atendimento aos critérios e medidas determinados no licenciamento ambiental até então e a análise da Gestão Ambiental da CSA desde o início de sua pré-operação.
Além da preocupação com a possibilidade de novos acidentes ambientais, o MPRJ ressaltou ao INEA a importância de garantir na usina da TKCSA a implantação da melhor tecnologia de controle de poluentes disponível no mundo. Por isso, fez parte do consenso a necessidade, durante a auditoria, de análise comparativa com tecnologias instaladas ou em instalação em outros estados e países, visando a eliminar a disparidade de conduta entre siderúrgicas instaladas em outros lugares e no Brasil.
“O fundamental é que o INEA e o Governo do Estado respeitem o entendimento mútuo alcançado de que a conclusão da auditoria e a implementação das medidas apresentadas em seus planos de ação são condições imprescindíveis para a operação do segundo alto-forno da CSA”, disse o Titular da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente da Capital, Promotor de Justiça Marcus Leal.
“Sem isso, existe o risco de novos episódios de poluição atmosférica por material particulado e de danos à saúde dos moradores de Santa Cruz”, acrescentou o Coordenador do GATE Ambiental, Promotor Daniel Lima Ribeiro. O INEA comprometeu-se a formar um grupo de trabalho para editar o termo de referência que servirá de base à auditoria, que deverá ser concluída em 60 dias. O MPRJ participará desse grupo.
Além dos Promotores, assinaram o memorando de entendimentos a Diretora do DILAM/INEA, Ana Cristina Henney, e a Gerente de Licenciamento de Indústrias do INEA, Erika Cantanhede Wuillaume.
Denúncia
A denúncia do GAECO faz referência a diversos crimes ambientais, previstos nos artigos 54, 60, 68 e 69-A da Lei de Crimes Ambientais e imputados a TKCS, Schaefer e Álvaro Boechat. As penas podem ultrapassar 19 anos de reclusão para os dirigentes. Já a empresa pode ser punida com multa, suspensão total ou parcial de atividades e interdição temporária de direitos, como proibição de contratar com o Poder Público, de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios e de participar de licitações pelo prazo de cinco anos.
De acordo com a ação penal, o empreendimento e os executivos cometeram quatro crimes ambientais, alguns de forma reiterada. O principal deles consistiu no derramamento de ferro-gusa – usualmente destinado à unidade de “aciaria” – em poços ao ar livre, sem qualquer controle de emissões. Operação que provoca a emissão de toneladas de material particulado, podendo causar doenças de pele, irritação de mucosas e problemas respiratórios.

TKCSA POLUIÇÃO- O CRIME COMPENSA?

OPENSA

Companhia Siderúrgica do Atlântico – CSA – O Crime Compensa?

Sex, 07/Jan/2011 02:03 Luiz Prado


Por Luiz Prado - No Brasil de hoje, o marketing é peça essencial não apenas da política, mas das mais simples iniciativas como fazer uma raspagenzinha no asfalto e um recapeamento mixuruca: colocam-se imensas placas nos pontos mais visíveis e dá-se o nome à bobagem rotineira de “Operação Asfalto Liso”.

Agora, é a vez da Companhia Siderúrgica do Atlâtnica - CSA, do grupo alemão ThyssenKrup, em sociedade com a Vale.  "A maior siderúrgica da América Latina" produz meras "palanquilhas", uns tarugos de aço de baixo valor agregado mas elevado consumo energético que, depois, são enviados para laminação nos EUA.
Desde que iniciou as suas operações, há cerca de 6 meses, a CSA inferniza a vida dos moradores da região com nuvens de pó preto que ela afirma ser "apenas grafite", que não seria "tóxico".  O cinismo certamente tem compensado.  A CSA e dois de seus dirigentes já foram processados criminnalmente pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janerio, e todos esperam que novos processos sejam ajuizados.
Diante das pressões da imprensa, a CSA saiu-se om um slogan: “Grafite Zero”.  "Grafite" é o catzo!  Mentirosos!  Não importa se grafite ou não, para os técnicos em poluição o nome genérico daquela imensa porcaria toda é material particulado.  “Tóxico” ou não, o particulado causa problemas de saúde, em particular bronco-pulmonares, com as inevitáveis consequências cardiológicas.
A farsa - coisa de moleques - evidencia-se quando as crianças brincam com o "grafite" usando imãs.
Além disso, particulados entram pelos computadores, televisões e outros aparelhos eletrônicos, diminuindo a vida útil e causando defeitos.

Já é tempo da população local tomar vergonha na cara se organizar em lugar de deixar ao poder público e à empresa a decisão sobre o que fazer, como ocorre nos países sérios.

Dar um trocado para uma clínica de tratamento de diabetes ou qualquer outro atendimento médico  como “compensação” é uma forma de tentar comprar corações e mentes com paliativos: a indústria causa as doenças mas apóia o tratamento médico.

O importante – e a única coisa realmente importante - é parar totalmente com a emissão de particulados e isso só será feito no dia em que for feito o controle total do “poço de emergência” que há meses vem sendo usado regularmente como se tudo fosse uma constante emergência.

A persistência da empresa naquilo que em inglês denomina-se “denial” (denegação, na tradução psicanalítica brasileira, ou recusa de ver algo que é evidente) é uma patologia psiquiátrica e  uma fonte da continuidade das infrações.

Não importam as baboseiras sobre as médias e asa máximas de particulados no ar, já que as normas brasileiras de qualidade ambiental e de controle de poluição são mais do que antiquadas, são largamente obsoletas.
De toda forma, uma empresa alemã - ThyssenKrupp - tem que cumprir, aqui, as normas de lá, e isso inclui não causar os imensos incômodos que a CSA está causando, há meses, à população da região.

Um excelente exemplo desse tipo persistente de descaso desavergonhado é o porto de Tubarão.  Na década de 90, começaram a ser examinadas alternativas para conter as nuvens de pó de carvão e de minério que se espalham continuamente sobre a cidade, proveniente do arraste eólico sobre as imensas pilhas desses materiais nos pátios do complexo portuário.

Os imóveis estavam (estão?)sempre imundos, o dano era visível o tempo todo, e os médicos falavam com freqüência nos altos índices de doenças respiratórias.

Uma das soluções consideradas foi a colocação de telas quebra-ventos (wind fences), já então  bastante usadas em outro lugares do mundo com as mais diversas finalidades, desde evitar que trens de alta velocidade descarrilassem na saída de tuneis em regiões de fortes ventos até o controle do arraste eólico de pó em áreas portuárias.

Se bem dimensionadas as cercas quebra-ventos reduzem o arraste de poeira em 90%.  Mas os “investidores” queriam lucros e não havia interesse dos gerentes locais em tentar convencê-los.  Além do que, o argumento era o mesmo de sempre: não há normas brasileiras sobre esse tipo de controle.  Ora, bolas, o que importa se existem normas ou não quando uma cidade inteira está sendo visivelmente prejudicada?


A primeira reação da canalha local foi a disseminação boca a boca de que aquela solução não existia e de que a única explicação possível seria a de que o então secretário de estado de então – o autor deste blog – representava os interesses de algum fabricante.  A Companhia Siderúrgica de Tubarão, a Vale (então do Rio Doce) e a administração do Complexo Portuário de Tubarão recusaram-se a sequer considerar o assunto.


Mas brasileiro odeia inovação - ainda que goste de novidade - e por essa razão é que Tom Jobim dizia que para fazer sucesso aqui era necessário primeiro fazer sucesso “lá fora”.

Enfim, a proposta foi abandonada.  Tempos depois, alguém deve ter arranjado uma forma de ganhar dinheiro com ela, colocando cercas quebra-ventos – ainda que de altura questionável para o tipo de ventos e para a altura das pilhas de carvão e de minério.  Hoje anunciam, com orgulho, que estão fazendo o que deveriam ter feito há décadas.
Esse é o Brasil do futuro na área do controle da poluição, entre outros.

A notícia foi divulgada como um grande avanço em 2008 e pode ser lida em
http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2008/08/cercas-de-20-metros-de-altura-em-volta-de-pilhas-de-minerio-reduzirao-poeira.html

No ano seguinte, a Vale anunciou o seu grande atraso tecnológico no controle da poluição como inovação, como se pode ver em

http://www.vale.com.br/saladeimprensa/pt/releases/release.asp?id=19150

A Vale é sócia da ThyssenKrupp na Compannhia Siderúrgica do Atlântico.
Não há informações sobre o dimensionamento apropriado das cercas quebra-ventos ou dos resultados do monitoramento, como seria de se esperar, mas já é um reconhecimento de que a engenharia existe para resolver problemas, e não para cumprir normas antiquadas.
Da mesma forma, a proposta de colocar câmeras - incluisve infra-vermelhas para assegurar a visibilidade noturna - nas áreas problemáticas da CSA merece ser levada adiante - afinal, qualquer condomínio ou shopping as tem - e não apenas para controle do INEA, mas para o acesso de toda a população e da imprensa.