Um dia após ser cassado, Demóstenes reassumiu cargo que lhe renderá R$ 24,1 mil por mês
Foto: Divulgação
Mantido o vínculo com o MP, Demóstenes continuará com foro privilegiado. Assim, o processo a que responde no Supremo Tribunal Federal (STF) deverá ser julgado pelo Tribunal de Justiça de Goiás. Caso Demóstenes seja desligado do MP, seu julgamento ficará a cargo da Justiça Federal de Goiás.
Demóstenes foi cassado na sessão de quarta-feira no plenário do Senado por 56 votos a 19. Ele foi condenado por quebra de decoro parlamentar por defender no Congresso os interesses do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso.
Advogado vai ser substituído
O senador cassado Demóstenes Torres disse ontem que já tem novo advogado. Em entrevista ao jornal ‘Folha de S.Paulo’, Demóstenes confirmou que Antonio Carlos de Almeida, o Kakay, que atuou no julgamento no Senado, não fará sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele vai recorrer da cassação.
“Já estou com um advogado. No momento oportuno eu falo”, disse à ‘Folha’. Após a cassação, Kakay disse que a decisão do Senado era “soberana”.
No Twitter, Demóstenes postou os motivos que o levam a recorrer ao STF: “Fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebrado o decoro”, escreveu.
Ontem, assessores começaram a esvaziar o gabinete que pertenceu a Demóstenes por nove anos. A direção do Senado vai requisitar que ele desocupe o apartamento onde mora. Seu suplente, Wilder Morais (DEM), ainda não avisou quando vai assumir o mandato.
Fonte: O Dia
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