A usina, com capacidade proposta para 5 milhões de toneladas de aço por ano, pode marcar o maior investimento da China no Brasil e a maior siderúrgica construída por grupo chinês no exterior.
"Não há desistência e as duas partes ainda estão trabalhando no projeto", disse um porta-voz da companhia. Ele não revelou em que estágio está o projeto atualmente. O cronograma inicial previa início de produção em 2012.
O jornal "21st Century Business" citou na véspera duas fontes afirmando que a Wuhan Steel havia desistido do plano depois que uma série de estudos de viabilidade determinou que o projeto era muito arriscado por conta de questões envolvendo logística, transporte e oferta de carvão coque.
"A unidade da Wuhan Steel no Brasil não recebeu qualquer aviso para cancelar o estudo de viabilidade e as duas partes estão avançando conforme o plano", disse a companhia em sua página oficial no serviço de microblogs chinês Weibo.
Os planos são de instalar a siderúrgica na zona industrial do porto de Açu. O porto está sendo erguido pela LLX, de Eike, no Rio e exigiria a construção de uma ferrovia de 300 quilômetros para transportar matéria-prima para a usina.
EXPANSÃO
As siderúrgicas da China, maior produtor mundial de aço, têm tentado expandir suas operações de manufatura no exterior, mas os esforços têm obtido pouco sucesso.
Em 2003, uma das maiores siderúrgicas chinesas, a Baosteel começou a negociar com a Vale para a construção conjunta de uma usina no Brasil. Embora tenham chegado a um acordo em 2007 para levantar a unidade no Espírito Santo, a crise global financeira obrigou as empresas a cancelarem o projeto.
Outras siderúrgicas chinesas, como a Jinan e a Tangshan, também fracassaram em seus planos para o exterior, segundo a imprensa local.
| Danilo Verpa/Folhapress | ||
| O empresario Eike Batista, que tem visto o valor de suas companhias cair consideravelmente na Bolsa Fonte: Folha |
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