terça-feira, 15 de maio de 2012

Uso comercial da Base área de Santa Cruz é debatido na Acerj

A Proposta de compartilhamento da Base Aérea Militar de Santa Cruz para voos comerciais foi tema uma palestra nesta terça-feira (8), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (Acerj), no centro do Rio. A ideia ganha força diante da constatação de que os aeroportos da capital, como o Santos Dumont, com uma área de mil e quinhentos metros e Antônio Carlos Jobim (Galeão) com quatro mil metros, estão sobrecarregados.
A palestra foi proferida pelo vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj), Wagner Júlio Reis Ferreira. Para ele, a proposta é viável não só para a Base Área de Santa Cruz, como também para outras regiões. No caso especifico de Santa Cruz, o vice-presidente da Facerj afirmou que é apenas uma questão de logística. Ele disse que a região, principalmente a cidade de Itaguaí, está em franco desenvolvimento e o compartilhamento de aeroportos vai ao encontro das necessidades comerciais da região. “Vai facilitar muito porque a área de Itaguaí vai demandar muitos executivos”, ressaltou Ferreira, lembrando que a pista de pouso de Santa Cruz tem 2.600 metros.
Wagner Júlio Reis Ferreira revela que o aeroporto Santos Dumont atendeu 3,8 milhões passageiros no ano passado, ao contrário da Base Área de Santa Cruz que registrou 600 voos mensais. “Sendo assim pode-se observar que existe demanda e investimentos”, diz.
Outro tema discutido no encontro foi o projeto de criação do Distrito Industrial da Região de Bangu. O presidente da Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (Acerb), Marcelino de Almeida, falou sobre o desenvolvimento da Zona Oeste com o polo siderúrgico de Santa Cruz e Itaguaí.
Presidente do Conselho de Comércio de Bens e Serviços, Aldo Gonçalves classificou os dois projetos como muito interessantes para o estado. Ele se comprometeu a enviar um documento ao presidente da Acerj solicitando o apoio às iniciativas. Segundo Aldo, se as propostas receberem o sinal verde da entidade, a própria Acerj vai encaminhá-las a outras instituições, solicitando o aval junto aos governos, estadual e municipal. “Falarei com o líder do governo na Alerj, o deputado André Correa, para que ele possa passar adiante estas ponderações”, disse Aldo Gonçalves. “O tema é urgente e a mobilização tem que ocorrer logo”, completou.

Fonte: Jornal Atual

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