quinta-feira, 10 de maio de 2012

Perícia identifica vítimas de queda de helicóptero em Goiás

A Polícia Técnico-Científica de Goiás confirmou na madrugada desta quinta-feira a identidade de mais uma vítima da queda do helicóptero na terça-feira (8).
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O delegado Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38, era um dos pilotos da aeronave. Seu corpo será velado a partir das 12h30 na sede da Associação dos Delegados de Polícia, no setor Bela Vista-Serrinha, em Goiânia.
Sua identificação foi feita por meio da arcada dentária. O corpo do também delegado Vinícius Batista da Silva já havia sido identificado, e as outras seis vítimas foram identificadas por impressão digital. Segundo a polícia, será necessária a confirmação via DNA devido a situação em que se encontram os corpos.
Entre os mortos estava Aparecido Souza Alves, 23, que confessou ter matado sete pessoas degoladas em uma fazenda. A queda da aeronave aconteceu quando a equipe retornava a Goiânia depois de uma reconstituição da chacina, ocorrida na Fazenda do Boi, em Doverlândia (a 403 km de Goiânia).
Além dele, morreram os delegados Vinícius Batista da Silva, Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, Bruno Rosa Carneiro e Jorge Moreira da Silva; e os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva.
Benedito Braga-8.mai.12/O Hoje/Folhapress
Um helicóptero caiu na tarde desta terça; o suspeito Aparecido Souza Alves, 23, estava no helicóptero e morreu no acidente
O suspeito Aparecido Souza Alves, 23, estava no helicóptero que caiu na terça e morreu no acidente
CRIME
Sete pessoas foram mortas e degoladas no último dia 28 em uma fazenda no sul de Goiás. O crime aconteceu por volta das 17h no município de Doverlândia (a 403 km de Goiânia).
Além do fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa, foram mortos seu filho, Leopoldo Rocha Costa, e o vaqueiro Eli Francisco da Silva, funcionário da fazenda.
As outras quatro vítimas --Miracy e Joaquim Manoel Carneiro, o filho do casal, Adriano, e a namorada dele, Tames Mendes da Silva-- eram amigos do fazendeiro e foram ao local para fazer uma visita.
Todos os corpos foram encontrados com cortes no pescoço que, segundo a polícia, chegavam quase à coluna das vítimas.
Na segunda-feira (30), a polícia prendeu Alves em flagrante. Ele tinha o tênis sujo de sangue e, com ele, foram encontrados um celular e uma carabina que pertenciam às vítimas.
Em depoimento à polícia, ele disse que cometeu o crime depois de ter sido contratado por "Alcides do Supermercado", sogro de Leopoldo. Alcides prometeu R$ 50 mil e adiantou R$ 700 em troca do assassinato da família do fazendeiro, segundo sua versão.
Também foram contratados para ajudar a executar o crime Celio Juno Costa da Silva, sobrinho do fazendeiro assassinado, e um pistoleiro identificado como José de Ribeirãozinho, de acordo com o depoimento de Alves.
Celio e Alcides foram presos enquanto participavam do velório das vítimas, em Frutal (MG). O quarto suspeito continua foragido.
A principal hipótese é que o crime ocorreu por questões "materiais", possivelmente ligadas à propriedade, segundo a delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi.
A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos.

Fonte: Folha


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