Ativistas quebraram catracas na estação da SuperVia e PM reagiu com bombas de gás e spray de pimenta
Rio - A manifestação contra o aumento da passagem de ônibus nesta quinta-feira, que contou com quase mil pessoas, terminou em confronto entre ativistas e policiais militares do Batalhão de Choque (BPChq). A confusão começou após um grupo quebrar catracas na estação Central da SuperVia. A PM atirou uma bomba de gás dentro do local, assustando usuários do transporte e provocando correria generalizada.
O corre-corre continuou do lado de fora, com uso de mais bombas e spray de pimenta pelos policiais. A estação Central fechou as portas e o Metrô Rio anunciou o fechamento dos acessos Campo de Santana, Ministério do Exército e Alfândega. A SuperVia informou em nota que a circulação de todos os ramais segue normal e que reforçou a equipe de atendimento aos passageiros. Os PMs continuaram perseguindo os ativistas, que reagiram com pedaços de pau e usaram tapumes para se proteger das bombas.
Ruas no entorno da Central viraram praça de guerra
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Alguns manifestantes que estavam com bandeiras de partidos e associações estudantes permaneceram entre a Central do Brasil e o Comando Militar do Leste. No entorno, o cenário era de destruição, com barricadas de fogo, lixeiras destruídas e placas e pontos de ônibus quebrados.
Centenas de pedestres ficaram assustados, correndo para o Terminal Rodoviário Américo Fontenelle. Idosos se abrigaram na 4ª DP (Praça da República) e muitos ficaram em pânico com a confusão. Parte do grupo se deslocou em direção ao Túnel da Saúde, em direção à Zona Portuária. Ainda não há informações sobre feridos ou detidos.
A Avenida Marechal Floriano, na altura da Central do Brasil, está interditada, bem como a Rua Bento Ribeiro. Há lentidão no tráfego nas Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, que estão parcialmente interditadas.
Ruas no entorno da Central viraram praça de guerra
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Passagem deveria diminuir ao invés de aumentar, diz TCM
O Tribunal de Contas do Município (TCM) contrariou o relatório técnico feito por especialistas do próprio órgão e que deveria dar base sobre o reajuste das tarifas dos ônibus. Enquanto o material indicava que as passagens deveriam ser reduzidas para R$ 2,50, os conselheiros aprovaram pelo aumento do preço, o que foi acatado pelo prefeito Eduardo Paes, que elevou o valor para R$ 3,00 a partir do próximo dia 8.
Protesto contra o aumento das passagens de ônibus nas ruas do Centro teve mil pessoas e terminou em confusão
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Em nota, o TCM informou que o plenário é um colegiado que "tem autonomia de decisão e não está vinculado a manifestação técnica, podendo discordar". No caso em questão, haveria uma violação ao contrato feito entre a Prefeitura e as concessionárias a partir de um edital de licitação, comprometendo, assim, a segurança jurídica.
A prefeitura enviou nota afirmando que "está seguindo criteriosamente as recomendações do relatório final do Tribunal de Contas do Município a que a administração municipal teve acesso e que é de conhecimento público. A prefeitura não tem acesso a documentos e discussões internas do TCM, como as citadas na reportagem."
Já a Rio Ônibus "entende que a decisão final do Tribunal de Contas do Município (TCM), publicada hoje no Diário Oficial, é bem clara, e afirma que a Prefeitura poderá reajustar a tarifa de ônibus, nos termos do contrato em vigor.
A revisão tarifária solicitada em 2012 ainda esta sendo examinada pelo TCM, e o voto publicado hoje determina que não haja novos processos de revisão ate a conclusão desse julgamento. Ainda de acordo com as empresas de ônibus, todas as informações necessárias para comprovar a necessidade da revisão para o equilíbrio econômico-financeiro do sistema foram encaminhadas ao TCM. E os dados usados pelo corpo técnico do Tribunal foram resultado de uma simulação, não refletindo as informações reais apuradas pela Prefeitura e pelos consórcios, devidamente auditadas por empresa independente".
Fonte: O Dia
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