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Após quase duas décadas de carreira e muitos hits no currículo, poderia ser difícil para Noel ter de começar do zero e sozinho, mas não é isso o que ele mostra no palco. No lugar da instabilidade constante que vivia ao lado do irmão e seu gênio difícil, entrou a tranquilidade. Noel confia no próprio taco. Essa calma também se reflete no repertório escolhido para o show, menos pesado do que os dos shows do Oasis. No último show que o grupo britânico fez no Brasil, em 2009, abriu com a agitada Rock ‘n Roll Star. Na quarta, Noel fez o oposto: elegeu o lado B (It’s Good) To Be Free e seguiu com Mucky Fingers, do disco Don’t Believe the Truth (2005), o penúltimo do grupo.
Os lados B e músicas menos conhecidas, aliás, surgem no show quase como uma provocação ao irmão, que em sua nova empreitada não toca nenhuma música do Oasis. É quase como se Noel dissesse que tudo bem tocar os antigos sucessos, e não precisa nem ser o maior hit da banda. Isso fica explícito quando Noel, em uma de suas poucas interações com o público, avisa aos fãs que não vai tocar a música The Masterplan, pedida em coro insistente pela plateia. “Vocês querem ouvir essa música? Então vão para casa e ouçam no disco”, ironizou.
Embora tenha incluído muitas faixas do Oasis no repertório, o show consiste principalmente na carreira solo de Noel. Enfileiradas em sequência ainda na abertura do show, Everybody’s On the Run, Dream On, If I Had a Gun, The Good Rebel, The Death of You and Me e Freaky Teeth fazem bonito e chegam a parecer uma continuidade do último disco lançado pelo Oasis, Dig Out Your Soul (2008).
Depois de enfileirar seus novos hits, o músico relembrou os tempos de Oasis cantando uma versão acústica de Supersonic. Depois vieram I Wanna Live a Dream (In My Record Machine), o lado B Talk Tonight e Half the World Away, que foram intercaladas com mais algumas faixas de sua carreira solo, como AKA... What a Life!, Soldier Boys & Jesus Freaks, AKA... Broken Arrow e Stranded on the Wrong Beach, tocada antes de Noel deixar o palco.
Ao retornar para o bis, Noel cantou mais uma de sua carreira solo, Let the Lord Shine a Light on Me, antes de se despedir dos fãs com uma sequência matadora de três hits do Oasis: Whatever, Little By Little e Don’t Look Back in Anger, cujo refrão foi cantado somente pelo público. Não sobra dúvida: Com a separação do Oasis, foi Noel quem levou a melhor.
O som, de novo ele - Se a apresentação de Noel não deixou a desejar, o som do Espaço das Américas, mais uma vez, deixou. Assim como no show do cantor Morrissey, a apresentação sofreu com a péssima acústica do local, que às vezes não permitia que os fãs ouvissem a voz de Noel ou as guitarras, especialmente quando se estava mais distante do palco.
Fonte: Veja
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