Dois requerimentos foram apresentados à CPI pedindo a convocação de Cabral depois da divulgação de fotos e vídeos em que ele aparece ao lado do dono da empresa, Fernando Cavendish, em Paris e Monte Carlo.
Delta acusa Cesar Maia de não ter pago empreiteira
Garotinho acusa Cabral de negociar com Cachoeira
Novas fotos mostram Cabral e Cavendish em Mônaco
A Delta entrou na mira da CPI porque investigações da Polícia Federal mostraram ligações entre ela e o empresário Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de explorar jogos ilegais e comandar um esquema de corrupção.
| Rafael Andrade - 23.dez.11/Folhapress | ||
| Cabral pode ter de depor na CPI devido ao crescimento da Delta no Rio e sua relação com o dono da empresa |
O blog do jornalista Josias de Souza informou ontem que o procurador Roberto Gurgel fará uma análise preliminar dos negócios do governo com a construtora.
Segundo o blog, Gurgel também decidiu pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que investigue o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que também manteve relações com Cachoeira nos últimos anos, segundo a PF.
A Folha apurou que o governador do Rio procurou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), além de membros do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente.
A assessoria de imprensa de Cabral afirmou à Folha que o governador "mantém diálogo com lideranças nacionais e regionais do PMDB", mas não quis fazer comentários sobre o teor de suas conversas mais recentes.
O movimento de Cabral surtiu efeitos ontem. "Não é uma CPI social para investigar jantar de governador", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).
"Você acha que deve se convocar um governador só porque foi a Paris? Tem gravações dele com Cachoeira? Também não há nada contra o Cavendish", afirmou o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que dita a posição do PT na CPI.
Nesta semana a CPI vai ouvir em sessões fechadas dois procuradores e dois delegados que participaram das investigações sobre o grupo de Cachoeira. (andreza matais, erich decat e gabriela guerreiro)
Fonte: Folha
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