domingo, 20 de abril de 2014

Xixi pode levar cidade a descartar milhões de litros de água

Portland, nos EUA, estuda esvaziar um reservatório inteiro de água tratada por conta de um rapaz que foi flagrado urinando no local


Stock.XCHNG
Bonquinho símbolo de banheiro masculino


São Paulo - Em tempo de seca extrema em parte dos Estados Unidos, a cidade de Portland, em Oregon, estuda esvaziar um reservatório cheio de água tratada, que abastece a região, após flagrar um homem fazendo xixi no local.
Câmeras registraram a ação do rapaz de 19 anos no começo da madrugada de quarta-feira (16). Ele estava acompanhado de um outro jovem.
Por conta da brincadeira imprudente, um volume de cerca de 143 milhões de litros de água pode ser desperdiçado. No momento, as autoridades estão fazendo testes de qualidade da água.
Em entrevista à agência AP, o porta voz da companhia local de água, disse que a urina apresenta pouco risco, e que animais rotineiramente depositam resíduos no reservatório sem criar uma crise de saúde pública.
A diferença é que, agora, a empresa não quer servir água que foi deliberadamente contaminada.
“Eu posso estar errado sobre isso, mas a realidade é que os nossos clientes não vão receber água potável que foi contaminada por alguém que decidiu fazer xixi no reservatório", disse David Shaff.
Se o descarte ocorrer, a água será drenada para o sistema de esgoto que, eventualmente, após tratamento, será despejado no rio Columbia.
Fonte: Exame:com

CBF recorre ao STJ e consegue cassar liminar da Lusa

Em um contra-ataque rápido, a CBF colocou a Portuguesa contra as cordas e obteve a cassação da liminar obtida pelo torcedor do clube Renato de Britto Azevedo

Reprodução/Facebook
Camisa da Portuguesa
Portuguesa: time luta na Justiça para voltar a Série A do Campeonato Brasileiro

São Paulo - Em um contra-ataque rápido, no fim da noite de sábado, a CBF colocou a Portuguesa contra as cordas - a liminar obtida pelo torcedor do clube Renato de Britto Azevedo foi cassada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Com isso, a pretensão da Lusa, de disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, voltou a ser um grande problema, já que o clube pode ser severamente punido por ter abandonado a partida contra o Joinville, na noite de sexta-feira, aos 17 minutos do primeiro tempo.
A CBF fez uma reclamação no STJ contra a liminar. O ministro que decidiu acatar a solicitação da entidade foi Sidnei Beneti. Ele entendeu que um tribunal de São Paulo (no caso a 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, na zona leste da cidade, concedida pela juíza Adaísa Bernardi Isaac Halpern) não poderia decidir sobre o processo que tramita no Rio de Janeiro. Foi Beneti também que, no último dia 10, definiu que o foro competente para julgar os casos é a 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca. Até as 23h50 deste sábado, porém, o site do Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não trazia nada de novo sobre a decisão.
É nesse foro do Rio que quem quiser contestar a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), de punir a Portuguesa com a perda de quatro pontos por conta da escalação irregular do meia Héveton na partida contra o Grêmio válida pela última rodada do Brasileirão de 2013, deve ingressar com ações.
Na noite de sexta, a Portuguesa decidiu descumprir uma liminar obtida pelo torcedor do próprio clube que a recolocava na Série A e entrou no gramado da Arena Joinville. Ao ver seu time em campo, Renato ameaçou entrar com uma queixa-crime contra a diretoria da Portuguesa e a CBF pelo descumprimento da determinação judicial. O presidente Ilídio Lico afirmou que recebeu a visita de um oficial de justiça.
Aos 17 minutos, o delegado da partida, Laudir Zermiani, interrompeu o confronto e avisou os árbitros que havia recebido uma liminar das mãos de Marcos Lico, filho do presidente da Lusa, dizendo que o clube deveria receber de volta os quatro pontos retirados dela pelo STJD.
Liderados pelo técnico Argel Fucks, os jogadores da Portuguesa saíram de campo. Depois de 30 minutos, período máximo de paralisação previsto no regulamento, a Portuguesa informou que não retornaria ao gramado.
PUNIÇÕES - O elenco da Portuguesa retornou para São Paulo em silêncio. A CBF já afirmou que a Lusa será julgada por W.O. ou abandono de jogo, que será decidido pelo STJD. Antes mesmo de tomar conhecimento da cassação da liminar do torcedor da Lusa, Paulo Schmitt, procurador do SJTD, já previa sérias punições para o clube.
"A Portuguesa jamais poderia ter deixado o campo como fez. No Código Brasileiro de Justiça Desportiva as penas variam entre multa, perda de pontos - que iriam para o adversário - e até mesmo exclusão da competição", disse. Ele ainda não descarta o rebaixamento para a Série C, caso o clube seja punido, além do STJD, pela Fifa por ter procurado a Justiça comum.
Fonte: Exame.com

Em cenário estável, Dilma segue favorita para vencer no 1º turno

Em meio aos embates pela CPI da Petrobras e o mau humor da economia, a presidenta mantém vantagem; os opositores somam 14 pontos a menos que a petista


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Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril revela um cenário estável para a Dilma Rousseff (PT) a cerca de três meses do início da campanha eleitoral. A presidenta oscilou um ponto negativo em relação ao último levantamento, em fevereiro, e aparece como a candidata favorita de 40% dos eleitores. Juntos, os adversários somam 26% das intenções de voto. O cenário para a sucessão, portanto, praticamente não se alterou nos dois últimos meses, apesar do mau humor com a economia e da crise na Petrobras, alvo de embates por uma CPI no Congresso.
Em segundo lugar na pesquisa, o tucano Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo. Em fevereiro, era lembrado por 17% dos eleitores. Hoje aparece com 16%. Eduardo Campos (PSB), que durante a semana anunciou a ex-senadora Marina Silva como a pré-candidata a vice em sua chapa, soma 8% (tinha 6% há dois meses). O Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.
Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram. Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem em quem votar ou que não responderam a pesquisa é de 18%.
Nesta quinta-feira 17 serão divulgados todos os detalhes da pesquisa CartaCapital/Vox Populi.
Para a pesquisa, o instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais. Os detalhes da pesquisa podem ser conferidos na edição impressa de CartaCapital, nas bancas a partir da quinta-feira 17.
Fonte: CartaCapital

sábado, 19 de abril de 2014

Aposentado desenvolve minicarro elétrico artesanal

Foram necessários cinco anos para que o aposentado gaúcho João Alfredo Dresch, de 68 anos, concretizasse uma ideia surgida em uma viagem à Itália em realidade. O resultado em questão é o JAD, um minicarro elétrico.
Com dois metros de largura e um motor não poluente de cinco cavalos, o gasto por quilômetros rodado é de apenas R$ 0,10.
Reprodução/G1
Em uma vaga de rua cabem até três jades
João começou os trabalhos no minicarro elétrico com R$10 mil. O primeiro protótipo era de papelão, o segundo em madeira e outro de fibra, até chegar ao modelo final de aço.
Criado para andar na cidade e concorrer com as motos, o veículo atinge uma velocidade de 70 km/h. Além de um tempo de recarga de apenas uma hora, o JAD tem espaço para duas pessoas –motorista e passageiro–, e é possível adicionar bagagens na parte traseira.
Reconhecido recentemente pelo Detran, o veículo estará nas ruas brasileiras em poucos dias pelo valor de R$20 mil.
Fonte:  

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fetranspor garante mais ônibus e previsibilidade na duração das viagens

Diretora de mobilidade urbana da federação aponta melhorias no sistema público de transportes


Avanços de infraestrutura e previsibilidade nas viagens estão entre as melhorias previstas para o transporte público do Rio de Janeiro, apontadas no seminário “O Rio Não Pode Parar". O evento foi realizado às 9h desta terça-feira (15), na Associação Comercial do Rio de Janeiro. A diretora de mobilidade urbana da Fetranspor, Richele Cabral, apresentou os recentes avanços nos projetos dos corredores BRT e BRS, que são implantados por toda acidade.
Richele informou que as melhorias estão sendo viabilizadas devido a uma conscientização da necessidade de priorização da questão do transporte. “A gente hoje sabe que uma melhor qualidade do transporte está muito relacionada com o tempo de viagem. O BRS é um primeiro caminho para isso, onde a gente consegue diminuir o tempo de viagem das pessoas”, pontuou.
Seminário “O Rio Não Pode Parar” ofereceu debate sobre transporte público
Seminário “O Rio Não Pode Parar” ofereceu debate sobre transporte público
Foram abordados também também os benefícios do sistema BRT. A diretora da Fetranspor lembrou que o sistema oferece melhorias de acessibilidade, informações nos pontos e veículos, ar-condicionado em todos os veículos e estações alimentadoras, além de exclusividade da via. 
“É a ‘metronização’ do sistema rodoviário, onde teremos qualidade total e a previsibilidade. O usuário vai poder saber que horas vai entrar no ônibus e que horas ele chega ao destino. Ou seja, a pessoa vai poder prever a viagem dela”, assegurou.
O ônibus da TransCarioca vai poder ser utilizado pelo sistema TransOeste, ampliando a oferta nos horários de pico, que são diferentes nos dois sistemas. Assim, vai haver uma oferta maior nos locais e horários nos quais existir maior necessidade.
Novos veículos também já começaram a ser introduzidos na frota. Dez outros carros da TransCarioca estão sendo implantados. A intenção, segundo Richele, é alcançar a diminuição do fluxo, organizando melhor todo o sistema de transporte e melhorar a qualidade do serviço prestado para todos os usuários.
Problemas ligados à informação visual também estão sendo trabalhados. A perspectiva é distribuir por toda a cidade informações sobre horários e trajetos dos ônibus em papel e garantir o acesso tecnológico a essas informações em smartphones tablets. “Com o aplicativo ‘Vai de ônibus’, as pessoas poderão ter todas as informações para planejar suas viagens, mesmo sem saber os endereços com precisão, indicando só pontos de referência. A partir de pontos de interesse, a pessoa poderá ter todas as opções de transporte que estão disponíveis para utilizar”, explicou Richele.

Dilma: imóveis do Minha Casa, Minha Vida só podem ser vendidos após 10 anos

Presidente participou da cerimônia de entrega de 720 apartamentos em São Gonçalo


A presidenta Dilma Rousseff alertou os beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida nesta terça-feira (14), para que não vendam ou troquem seus imóveis até o fim do prazo estipulado com a Caixa Econômica Federal, que é de dez anos.
"Quem vier pedir para vocês venderem, não vendam, é ilegal. Casa com dinheiro do povo brasileiro não pode ser vendida por dez anos", disse. Dilma participou da cerimônia de entrega de 720 apartamentos pelo programa em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, que tem áreas dominadas por milícias.
Denúncias de casas tomadas por milicianos foram feitas por moradores de outros empreendimentos do programa, sobretudo, na Zona Oeste.
A presidenta ressaltou que os imóveis não são um favor do governo federal, estadual ou municipal. "Vocês só devem esta casa a vocês mesmos e ao povo deste país que paga impostos" declarou a presidenta. "Quando vocês entrarem na casa, entrem de cabeça erguida."
Dilma garantiu que até o fim do ano serão entregues 3,75 milhões de unidades habitacionais do programa. Os imóveis foram destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil, que pagarão de 5% a 10% do valor do imóvel (R$ 63 mil). O investimento total do empreendimento foi R$ 45,36 milhões, com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Distribuídos em 18 blocos de cinco pavimentos, os apartamentos têm cerca 45,5 metros quadrados, divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. Doze unidades foram adaptadas para portadores de necessidades especiais.
Dentro do espaço há churrasqueira, playgroundmesas e bancos, quadra poliesportiva e 180 vagas de garagem.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 14 de abril de 2014

ARMÍNIO DEFENDE AÉCIO E "MEDIDAS IMPOPULARES"

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Cotado para ser ministro da Fazenda num eventual governo Aécio Neves, o economista Armínio Fraga defendeu a proposta colocada pelo presidenciável tucano de adotar rapidamente, ainda no primeiro dia de mandato, o que chamou de "medidas impopulares"; "o custo de tomar as medidas porventura impopulares é muito menor do que o de não tomar", disse Armínio; "as pessoas têm de cair na real"; numa longa entrevista, ele defendeu um teto para o gasto público, a autonomia do Banco Central e disse ainda que o salário mínimo cresceu demais nos últimos anos
Desde que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu, num encontro com empresários, a adoção de medidas impopulares, talvez já no primeiro dia de mandato, esse debate começou a crescer. A senadora Gleisi Hoffmann, por exemplo, cobrou dos oposicionistas que explicitem que medidas seriam essas (leia mais aqui). Neste domingo, em entrevista aos jornalistas Ricardo Grinbaum e Alexa Salomão, do Estado de S. Paulo (leia aqui a íntegra), o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, avançou no tema. "O custo de tomar as medidas porventura impopulares é muito menor do que o de não tomar", afirmou. "As pessoas têm de cair na real".
Armínio, que deve ser anunciado por Aécio como seu ministro da Fazenda, caso seja vitorioso nas eleições de outubro, tocou em vários pontos que, aos olhos de muitos, seriam impopulares. Eis alguns deles.
Salário mínimo
"É outro tema que precisa ser discutido. O salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta. Mesmo as grandes lideranças sindicais reconhecem que, não apenas o salário mínimo, mas o salário em geral, precisa guardar alguma proporção com a produtividade, sob pena de, em algum momento, engessar o mercado de trabalho."
Gasto público
"O Brasil precisa, urgentemente, pensar numa reforma tributária que simplifique o sistema. Isso envolveria, essencialmente num primeiro momento, todo o aparato de tributação indireta. ICMS. IPI. Organizar e simplificar seria muito bom. Cabe mencionar que, ao meu ver, o crescimento da carga tributária precisa ser limitado. Para isso, volto um pouquinho ao lado macro - o Brasil precisa também adotar um limite para relação gasto público e PIB."
Privatizações
"Mas penso que todos os [setores] da infraestrutura se oferecem bem para esse caminho - o que o governo chama de concessões. É a mesma coisa. Eu não tenho medo de usar a palavra que acho correta. Mas praticamente todos da infraestrutura cabem em regimes de concessão, em parcerias público privadas, sem perda de controle do regramento que cabe ao Estado em vários desse setores."
Bancos públicos
"Mas o BNDES vem se agigantando, fazendo empréstimos a taxas muito baixas, sem, ao meu ver, uma análise do impacto social desses programas, até para que se possa decidir se vale a pena continuar ou não. Carece de transparência. Minha impressão é que vai ser preciso fazer essa análise - e o papel do BNDES, a médio prazo, será menor."
Autonomia do Banco Central
"Eu gosto de usar a nomenclatura "autonomia operacional". Ou seja: a definição das metas ficaria com o governo e, claro, deveriam ser metas de longo prazo para não ficarem expostas aos ventos do círculo político. Mas o governo preservaria esse direito. Isso significa ter mandatos para os dirigentes do Banco Central. Claro que se houvesse problemas na atuação, se não estiverem cumprindo os seus objetivos, o governo, no limite, poderia pedir ao Senado a remoção de quem for, inclusive do presidente. Esse é um sistema bem testado e requer um Banco Central transparente."
Política externa
"Toda a política externa do Brasil precisa ser repensada. Essa estranha predileção por parcerias e aproximações com regimes autoritários, como Cuba e outros exóticos, não tem trazido nenhum benefício ao Brasil. Não quero dizer que o Brasil não precisa ter um diálogo com todo mundo, com a Venezuela, por exemplo. Mas o Brasil precisa se engatar nas grandes locomotivas mundiais."
Fonte: 247
Colunista da Folha de S. Paulo
  1. Ricardo MeloRicardo Melo

    Por que não
    medidas 'populares'?