quinta-feira, 1 de maio de 2014

Voto nulo, conquistado pela mídia tradicional, virou o fenômeno da eleição

Atual situação não beneficia nenhum candidato em especifico. Esvazia significativamente as intenções de votos na presidenta, mas o mesmo ocorre com a oposição, mantendo o favoritismo de Dilma

A pesquisa Ibope divulgada na noite desta quinta-feira (17) confirma que o fenômeno destas eleições estão sendo os votos brancos e nulos. Em primeiro lugar na pesquisa apareceu a presidenta Dilma Rousseff (PT) com 37% das intenções de votos. Em "segundo lugar" vêm os votos brancos e nulos, com 24%, bem acima dos candidatos de oposição. Em terceiro, aparece o senador Aécio Neves (PSDB) com 14%. Em quarto, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), com 6%. A soma dos demais candidatos, dos partidos chamados nanicos, é 5%. O quadro permanece praticamente o mesmo quando Campos é trocado por Marina Silva, mudando pouca coisa, dentro da margem de erro.
Observe que votos brancos/nulos não incluem os indecisos, que respondem "ainda não sei em quem votar". Estes somam 13%, à parte dos que respondem com convicção que anularão seu voto.
Até mesmo na pesquisa espontânea, onde o pesquisado não é induzido por uma lista de nomes, os votos em branco/nulos somam 19%, novamente ocupando o segundo lugar atrás apenas de Dilma Rousseff, que tem 23%. Os candidatos de oposição aparecem bem atrás. Aécio com 7%, Marina com 4% e Campos com 2%.
Para se ter uma ideia, nas eleições de 2010, no mês de abril, o Datafolha registrava apenas 7% de intenções de votos brancos/nulos. No primeiro turno estes votos cravaram 8,6% ao apurar as urnas.
O atual fenômeno não beneficia nenhum candidato especificamente. Esvazia significativamente as intenções de votos na presidenta Dilma, mas o mesmo ocorre com a oposição, mantendo o favoritismo da presidenta. Todos os candidatos oposicionistas juntos somam 25% de intenções de votos, bem menos do que os 37% da presidenta, o que ainda lhe garantiria a vitória no primeiro turno com 60% dos votos úteis.
O que levaria um em cada quatro eleitores que comparecem às urnas a anular seu voto?
Certamente um dos motivos é o crescimento do desencanto com a classe política como um todo. A oposição, tanto partidária como midiática, abandonou o confronto de ideias e a disputa por reformas, passando a dedicar-se a criminalizar a política, sobretudo no noticiário. Não se deu conta de que atinge indistintamente quem está no governo e todos os que estão no sistema político, mesmo que esteja na oposição, no momento.
Todos são rebaixados no conceito do eleitor quando o noticiário político só noticia escândalos, alguns até forjados, outros ganhando dimensão maior do que tem de fato, outros que seriam até rotina como ocorre em todas as corporações. Ao mesmo tempo, as emissoras de TV, principalmente, ao manter fora de pauta censuram o debate sobre políticas públicas e reformas que, inclusive, moralizariam a política. Preferem manter o status quo do estado atual das coisas, obstruindo as mudanças pedidas pelo povo com uma pauta de crises forjadas.
Quando as campanhas eleitorais passam a ser dominadas por baixarias e acusações pesadas, como tem ocorrido sistematicamente desde as eleições de 2006, por escolha da oposição, boa parte do eleitorado se desencanta com a política como instrumento de transformação e passa a anular o voto com o correr do tempo.
A oposição consegue até retirar um pouco de votos de quem está no governo, mas não consegue trazer esse eleitor para seu lado, porque o cidadão desencantado acha que seria trocar seis por meia dúzia.
Pelo teor do noticiário e do estado de ânimo da campanha pré-eleitoral da oposição que já está em curso, o fenômeno do voto nulo irá se confirmar em outubro. Se os votos válidos de fato encolherem tanto, quem for eleito sobrevive se mostrar serviço no governo. Mas os partidos que ficarem na oposição sairão menor do que entraram.
O favoritismo continua com a presidenta, mesmo com ela caindo três pontos em relação à pesquisa anterior do Ibope. Isso porque suas intenções de votos têm resistido acima do esperado a um teste de estresse diante de um intenso noticiário negativo, enquanto seus principais adversários tiveram exposição positiva, inclusive com horário partidário na TV, e não subiram. Mesmo se o fundo do poço ainda não tiver chegado, hoje ela ainda tem em torno de 60% de votos úteis, portanto ainda tem até gordura para queimar e ainda vencer no primeiro turno, em tese. E ainda há margem para crescer no decorrer da campanha quando ela terá oportunidade de mostrar sua agenda positiva.
Mas se há tormentas de difícil travessia para oposição até outubro, também há para a presidenta. Mais preocupante do que a queda de três pontos nas intenções de votos é a avaliação de seu governo. Do fim do ano passado para cá a avaliação de ótimo e bom caiu nove pontos de 43% para 34%, enquanto ruim e péssimo subiu dez pontos, de 20% para 30%.
Não aconteceu nenhum fato realmente impactante neste período que justifique esta mudança de quadro, a não ser o intenso bombardeio do noticiário negativo. A principal oposição ao governo Dilma está nos telejornais e neste noticiário negativo replicado nas redes sociais da internet, já que jornais em papel e revistas sozinhos não têm tamanho poder de fogo para derrubar a popularidade em 10%. Não há nenhuma surpresa de que a imprensa oposicionista agiria assim pelo retrospecto de eleições passadas. O desafio governista é mudar essa percepção de parte da população sobre seu governo. O desafio da oposição é não perder para o voto nulo.
Fonte: Rede Brasil Atual

PMs e bandidos trocam tiros na Rocinha

RIO - PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha entraram em confronto com bandidos por volta das 19h30m desta quinta-feira na Rua 2. O tiroteio assustou moradores, mas, segundo o comando das UPPs, não houve até o momento registro de presos ou feridos. Os policiais continuam fazendo buscas pelos traficantes.

Fonte: O Globo

Sindicato concede reajuste salarial aos motoristas de ônibus do Rio

RIO - O Sindicato das empresas de ônibus do Rio (Rio Ônibus) confirmou, há pouco, como antecipou a coluna de Ancelmo Gois, do GLOBO, que concedeu reajuste salarial aos motoristas. Segundo o sindicato, os profissionais terão 10% de aumento de salário, e um reajuste de 40% na cesta básica. A Rio Ônibus acrescentou que o reajuste é retroativo ao dia 1º dia de abril. Os motoristas se preparavam para decretar uma greve geral durante a Copa.
Fonte:O Globo

Atingidos por grandes eventos iniciam encontro em Belo Horizonte


Moradores de comunidades removidas por causa de obras de mobilidade urbana feitas para a Copa do Mundo, representantes de trabalhadores da construção civil, ambulantes, moradores de rua, atingidos pela contaminação decorrente da atividade de empresas e integrantes de movimentos sociais deram início hoje (1º) ao Encontro dos Atingidos – quem perde com os megaeventos e megaempreendimentos, organizado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop).
Faltando pouco mais de 40 dias para o início da Copa do Mundo de 2014, o encontro começou com críticas à realização do Mundial de futebol. “Não vai ter Copa”, gritaram os 350 participantes, vindos de 11 das 12 cidades-sede do evento. Para eles, o evento tem significado a ocorrência de violações de direitos, tanto do gasto dos recursos públicos quanto da efetivação de projetos para preparar as cidades e que levaram à remoção de milhares de famílias, conforme aponta dossiê da Ancop.
Moradora da Vila Dique, em Porto Alegre, Sheila Mota relatou o sofrimento da família e dos vizinhos. Metade das pessoas que morava na comunidade foi removida para uma área conhecida na cidade como “Faixa de Gaza”, devido ao grande número de conflitos no local. “Eu perdi o meu filho ali”, relatou, acrescentando que havia acabado de receber a informação de que o genro foi assassinado, no mesmo local. “Nós estamos sendo removidos contra a nossa vontade”, disse Sheila. Para ela, os recursos públicos deveriam ter sido investidos em políticas públicas para a Vila Dique. “O governo não nos dá saúde, não nos dá segurança, mas quer tirar a gente das comunidades onde vivemos há anos”.
“Quando chegamos ali não tinha nada. Nós que fizemos o arruamento, as nossas casas, sem ajuda nenhuma de governo, nem federal, nem municipal, nada”, lembra a moradora da Vila Autódromo, no Rio de Janeiro, Terezinha Martins. Atualmente, a comunidade, que existe há 50 anos, corre o risco de ser removida. “Estamos sofrendo pressões a todo momento”, diz. Mesmo com a proximidade da Copa, a possibilidade de ser retirada de onde mora não foi afastada. De acordo com Terezinha, a região pode ser modificada para receber obras de acessibilidade, como a duplicação da Avenida Salvador Allende, para as Olimpíadas de 2016. “Eu não construi minha casa para negociar com ninguém, eu construi minha casa para morar com a minha família”, reitera.
Conquistas advindas da organização das comunidades e movimentos sociais também são relatadas no encontro. Uma delas, a da comunidade Lauro Vieira Chaves, em Fortaleza, ameaçada de remoção para a passagem do veículo leve sobre trilhos (VLT). Em 2010, quando moradores começaram a fazer frente ao projeto, 203 casas seriam removidas. O número caiu para 66, depois que eles conseguiram alterar o trajeto do VLT. Além disso, “o conjunto habitacional que seria construído [para abrigar famílias removidas] a 14 quilômetros agora vai ser construído a três quadras das comunidades”, contou Gabriel Matos, de apenas 14 anos. Apesar dos impactos terem sido minimizados, ele lamenta as mudanças que foram provocadas. “Muitos amigos meus tiveram que ir embora para longe por conta da remoção, amigos que eu via todos os dias”.
Além das remoções, os participantes apontam outros problemas. É o caso de José Ribamar, integrante do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF). Para que as obras fossem concluídas a tempo, a categoria, que ele representa, teve que trabalhar dobrado, muitas vezes em condições impróprias. “Os grandes empresários da construção civil forçam o trabalhador a cumprir uma produção que ele não consegue fazer na jornada normal de trabalho”, disse. Para ele, essa tensão causou mortes, como ocorreu nas obras do Itaquerão, em São Paulo. Até agora, sete operários morreram trabalhando nos estádios que receberão partidas.
Outros grandes projetos em curso no Brasil, a exemplo de empreendimentos de mineração, no Paraná; das reformas em áreas portuárias, como ocorre no Rio de Janeiro; e da construção de hidrelétricas, na Amazônia, foram criticados por gerarem impactos socioambientais. Para Davi, da aldeia indígena Jaraguá, a situação mostra que o país não foi capaz de estagnar a exploração dos territórios e dos povos, que ocorre há mais de 500 anos. “O processo de desenvolvimento [que o país vive] é esse processo que exclui os menos favorecidos, extermina os povos indígenas e mata os negros das periferias”.
O evento visa a fortalecer a organização popular para que direitos sejam assegurados. Durante o encontro, uma estratégia comum de ações para enfrentar violações deve ser elaborada, assim como documentos de denúncias e um plano de reparações que deverá ser entregue aos governos, Justiça e Poder Legislativo.

Fonte:Helena Martins - Enviada Especial da Agência Brasil

Prefeitura do Rio entrega obras no entorno do Maracanã

A última etapa das obras no entorno do Maracanã foi inaugurada hoje (1º) — uma passarela de 530 metros, que liga o Parque da Quinta da Boa Vista ao estádio, passando por cima da Avenida Radial Oeste e das linhas do trem e do metrô. O parque será usado como área de apoio durante os jogos da Copa do Mundo e vai ajudar na dispersão do público.
Foram investidos pela prefeitura do Rio R$ 109,5 milhões em obras de requalificação e infraestrutura na região, que incluíram, além da passarela, calçadas, ciclovia, iluminação, paisagismo e instalação de rampas acessíveis, piso tátil e áreas para embarque e desembarque de pessoas com deficiência.
Morador da Tijuca há mais de 30 anos, o petroleiro Gladston Fonseca diz que já tinha pensado em uma passarela no local há muito tempo. De acordo com ele, o equipamento facilita o acesso dos moradores da Tijuca ao Parque da Quinta da Boa Vista, proporcionando mais qualidade de vida.
“Vai melhorar muito a área de lazer, que a Tijuca precisa. Antes de ter a outra passarela [perto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, também entregue recentemente], tinha que arriscar atravessar a rua no meio dos carros mesmo, para vir para uma área de lazer melhorada, porque a Quinta é mais arborizada e não tem tanta poluição como aqui no Maracanã. Aqui passam mais de 20 mil carros pela manhã, então a poluição é grande”.
Mas ele cobra segurança. “Agora, aguardamos policiamento, porque senão vai ficar uma coisa absurda. O pessoal não vai nem usar, vai ficar com medo da marginalidade."
Sob a passarela também foi inaugurada hoje uma pista de skate do tipo bowl, que é como uma piscina com as bordas arredondadas, com profundidades que variam de 1 metro a 2,4 metros. De acordo com a prefeitura, o equipamento já foi testado pelo skatista Sandro Mineirinho e pelo surfista de grandes ondas Carlos Burle.
A última obra prevista é uma passarela intermodal de integração metrô-trem do Maracanã, em execução pelo governo do estado.
Fonte:Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Entidades criticam correção da tabela do imposto de renda anunciada por Dilma

A manutenção do percentual de 4,5% de correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para 2015, anunciada pela presidente Dilma Rousseff em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV na noite de ontem (30), agrava uma defasagem que atualmente está em 61,42% ante a inflação oficial. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (1º) pelo presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Cláudio Damasceno. No pronunciamento, a presidenta não informou o percentual de correção. O ministro da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Thomas Traumman, informou que o percentual será 4,5%.
“Quando se corrige a tabela do IRPF abaixo da inflação oficial, todos os trabalhadores são prejudicados. O maior afetado, claro, é o de baixa renda. A presidenta disse claramente que estes 4,5% vão ‘significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador’. Como é que o trabalhador ganha alguma coisa pagando por aquilo que não deveria pagar?”, criticou Damasceno, em nota.
A expectativa do Sindifisco Nacional é que já na semana que vem o Projeto de Lei 6.094/13 que corrige a tabela seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Pela proposta, a tabela do IRPF seria reajustada entre 2015 e 2024 em 5%, mais a variação do rendimento médio do trabalhador, medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Após 2024, os 5% saem desse cálculo.
O PL 6.094/13 integra a Campanha Imposto Justo, lançada pelo Sindifisco Nacional em maio do ano passado, e não atrela a correção da tabela a qualquer índice inflacionário.
O projeto serviu de base para a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em março, no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, cujo relator é o ministro Luís Roberto Barroso, pede  a correção da tabela para os isentos do pagamento de imposto de renda, segundo a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A OAB argumenta que há defasagem acumulada de 61,24% no cálculo durante o período de 1996 a 2013, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Se a correção for feita como pedido pela OAB, estarão isentos contribuintes que ganham até R$ 2.758 e não até R$ 1.787, como é hoje.
Sobre o pronunciamento da presidenta Dilma,  o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho disse à Agência Brasil que apesar do índice anunciado ter sido pautado na meta de inflação do governo, a entidade defende que a correção seja feita com base na inflação efetivamente verificada no acumulado do ano. “Se a meta não for cumprida, esperamos que até o fim do ano uma nova medida provisória readéque o índice de correção”.
Ainda para Furtado, o anúncio da presidenta é um reconhecimento de que a correção da tabela é algo importante e a MP vai abrir caminho para que as entidades pressionem os parlamentares para aprovarem uma proposta final com um índice maior de reajuste.
“Continuamos na luta para que tenhamos uma reposição integral e efetiva dos valores que nos últimos 15 anos foram sonegados dos cidadãos”, ressaltou Furtado.
Fonte: Karine Melo - Repórter da Agência Brasil 

Presidente aproveitou o feriado para anunciar a correção da tabela do Imposto de Renda e a atualização dos valores do Bolsa Família

Dilma Rousseff manda hi-five pelo Facebook
Dilma Rousseff: presidente destacou que o governo vai continuar com a política de valorização do salário-mínimo

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff aproveitou o feriado do Dia do Trabalho para realizar um pronunciamento em rede nacional, nesta quarta-feira. No discurso, a presidente afirmou que a luta pelo emprego e pelo salário está sendo vencida.
Ela ainda revelou ter assinado uma medida provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda, como nos últimos ano, e um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família, que é recebido por 36 milhões de brasileiros.
Leia o discurso da presidente na íntegra:
"Trabalhadores e trabalhadoras,
Neste 1º de Maio, quero reafirmar, antes de tudo, que é com vocês e para vocês que estamos mudando o Brasil. Vocês que estão nas fábricas, nos campos, nas lojas e nos escritórios sabem bem que estamos vencendo a luta mais difícil e mais importante: a luta do emprego e do salário.
Não tenho dúvida, um país que consegue vencer a luta do emprego e do salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, esse país é capaz de vencer muitos outros desafios.
É com esse sentimento que garanto a vocês que temos força para continuar na luta pelas reformas mais profundas que a sociedade brasileira tanto precisa e tanto reclama: nas reformas para aperfeiçoar a política, para combater a corrupção, para aumentar a transparência, para fortalecer a economia e para melhorar a qualidade dos serviços públicos.
Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média.
Continuar com as mudanças significa também continuar lutando contra todo tipo de dificuldades e incompreensões, porque mudar não é fácil, e um governo de mudança encontra todo tipo de adversários, que querem manter seus privilégios e as injustiças do passado, mas nós não nos intimidamos.
Se hoje encontramos um obstáculo, recomeçamos mais fortes amanhã, porque para mim as dificuldades são fonte de energia e não de desânimo. Se nem tudo ocorre no tempo previsto e desejado, isso é motivo para acumular mais forças, para seguir adiante e, em seguida, mudar mais rápido. É assim que se vence as dificuldades, é assim que se vai em frente.
Minhas amigas e meus amigos,
Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador.
Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do programa Brasil sem Miséria, assegurando que todos continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU.
Anuncio ainda que assumo o compromisso de continuar a política de valorização do salário-mínimo, que tantos benefícios vem trazendo para milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
A valorização do salário-mínimo tem sido um instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade e para o resgate da grande dívida social que ainda temos com os nossos trabalhadores mais pobres.
Algumas pessoas reclamam que o nosso salário-mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário-mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário-mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores.
Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Nosso governo será sempre o governo da defesa dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicatos e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho.
Trabalhadoras e trabalhadores,
Meu governo também será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas. Nos últimos anos, o Brasil provou que é possível e necessário manter a estabilidade e, ao mesmo tempo, garantir o salário e o emprego.
Em alguns períodos do ano, sei que tem ocorrido aumentos localizados de preço, em especial dos alimentos. E esses aumentos causam incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos.
Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem “o quanto pior, melhor”.
Temos credibilidade política para dizer isso. Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da história brasileira. Também o período histórico em que mais cresceu o emprego e em que o salário mais se valorizou. Nesse período, o salário do trabalhador cresceu 70% acima da inflação, geramos mais de 20 milhões de novos empregos com carteira assinada, sendo que 4,8 milhões no atual governo. Nesse mesmo período também conseguimos a maior distribuição de renda da história do Brasil.
Fonte:Exame.com